O contramestre Ronaldo José Soares está de férias por tempo indeterminado. Durante os últimos 24 anos o trabalho dele consistia em conduzir a balsa para atravessar o Rio Paranapanema, no trecho entre Lupionópolis (Norte) e Pirapozinho, no interior paulista. Há dois meses, no entanto, o meio de transporte foi proibido de circular após uma vistoria da Marinha. Hoje, os dias de Soares são de espera. Ele aguarda a construção de uma nova balsa para poder voltar a fazer as travessias.

Sem a embarcação, denominada Glorinha Valverde, os comerciantes de Lupionópolis e cerca de mil pessoas que vivem do outro lado do rio, num assentamento rural, tiveram suas rotinas completamente modificadas. O prejuízo, segundo eles, é grande e queixas não faltam.

Para não perder a freguesia do Estado vizinho, Lucilene Aparecida Voltarelli, proprietária de um supermercado em Mairá, distrito de Lupionópolis, freta um ônibus todos os sábados para buscar consumidores de áreas isoladas sem a balsa. Leia mais na reportagem de Davi Baldussi.
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