Balsa entre Londrina e Assaí
O pedágio fará dez anos em junho e o governo estadual promete investir em rodovias alternativas. ''Cortar caminho'', porém, é coisa que já se fazia quando a precariedade das estradas talvez onerasse tanto quanto o pedágio atual. E a prática deixou rastros. Sem um palmo de asfalto na Estrada do Cerne (hoje PR-090) e na Paralela 1 ou ''Rodovia dos Cereais'' (atualmente BR-369), o prefeito Hugo Cabral, de Londrina, determinou a abertura da Estrada do Limoeiro até a barranca do Tibagi, permitindo a travessia de veículos, até a margem de Assaí, em balsa construída e administrada por Otton Rhmann.
''Foi em 1949 ou 1950'', segundo o contemporâneo Oswaldo Rhmann, que presenciou o prefeito cortando a fita inaugural da ''Balsa Três Bocas'', nome do afluente acima do ponto da travessia. Já existia a ponte Rodoviária em Jataizinho, mas cortando 20 quilômetros do total de 48 (via ponte) entre Londrina e a Estrada do Cerne em Assaí. ''A possante'' balsa motorizada desviou uma parcela substancial do tráfego, inclusive caminhões e ônibus. Foi desativada no início da década de 60.
Atualmente, além da pavimentação da PR-443, reivindicada por Benedito Furlan, o pedágio em Jataizinho seria evitado pela construção de uma rodovia tendo uma ponte onde a balsa fazia a travessia Londrina-Assaí. Já a proposta do Arco Norte, do prefeito Nedson Micheleti, situa a ponte mais acima, em Maravilha, no percurso de uma rodovia de 60 quilômetros entre a BR-369 em Aricanduva e a PR-090 em Assaí. (W.S.)





