Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
A Polícia Civil de Santa Terezinha de Itaipu deve ouvir esta semana o fazendeiro Flávio Maia Cardoso, dono de uma balsa que afundou na quarta-feira no Lago de Itaipu, matando o barqueiro Lourival Sabião, 51 anos.
Há suspeitas que a embarcação transportava uma carga superior a sua capacidade, que é de 16 toneladas. A polícia também acredita que a balsa não tinha autorização da Marinha e da Receita Federal para trafegar no lago.
Sabião foi encontrado morto no final da tarde de ontem, por uma equipe de resgate da Polícia Militar. Ele havia saído na manhã de quarta-feira de Hernandárias (Paraguai) transportando uma carga de madeira que seria usada para a instalação de cercas na Fazenda Paulista, em Santa Terezinha, de propriedade da família Maia Cardoso.
Quando foi resgatado, quase na margem paraguaia, o corpo do barqueiro boiava no lago com a ajuda de coletes salva-vidas e apresentava sinais de hipotermia (diminuição excessiva da temperatura normal do corpo). Ele teria permanecido vivo por mais de 24 horas dentro da água. Segundo a Folha apurou, este teria sido o terceiro acidente com a embarcação nos últimos dois anos.

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