A Prefeitura de Londrina ainda não definiu qual medida irá adotar para evitar novos afogamentos no Lago Igapó. Há duas semanas, uma reunião entre a prefeitura e o Corpo de Bombeiros discutiu a possibilidade de se criar uma área de lazer controlada para evitar novos acidentes. Este ano foram registradas duas mortes por afogamento no Lago Igapó.
''Até este momento não temos uma solução'', afirmou ontem o sub-comandante do Corpo de Bombeiros, major Dario Natan Bezerra. Segundo ele, a criação de uma área de lazer, nos moldes de um balneário, depende de algumas obras que demandaria pelo menos 30 dias para ser realizada. ''A gente não acredita que seja possível montar uma estrutura'', comentou.
Bezerra afirmou que inicialmente seria necessário fazer a escolha do local, depois uma análise do lodo que está no fundo do lago, para saber se há perigo de contaminação. ''Uma análise da água já mostrou que o local tem qualidade para banho, mas o fundo ainda não foi analisado, e se estiver contaminado pode comprometer a água'', comentou.
O sub-comandante disse que, caso não seja possível implantar a área de lazer livre para banho, será necessário criar mecanismos mais eficazes para repreender as pessoas que nadam no lago. Ele observa que há uma lei municipal que proíbe utilizar a área como balneário. ''É proibido mas não é crime, por isso será necessário descobrir uma pena para evitar que as pessoas que sejam flagradas nadando não retornem'', comentou.
A diretora de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rosimeiri Suzuki de Lima, afirmou que a definição sobre a criação de uma área de lazer ainda depende de uma nova reunião entre a prefeitura e o Corpo de Bombeiros. Mas, segundo ela, a CMTU já intensificou a fiscalização no local nos finais de semana. ''Queremos intensificar também o trabalho voltado para a educação dos usuários e a sinalização do lago'', disse.

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