Balneabilidade do Igapó depende da chuva
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Três de um total de quatro pontos do Complexo Igapó analisados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) voltaram a apresentar condições próprias para lazer, informou ontem o chefe regional da divisão, Ney Paulo. As coletas de água para análise físico-química e bacteriológica voltaram a ser feitas no início deste ano, e o resultado do primeiro exame foi divulgado na semana passada. Até o final do verão, os exames serão realizados semanalmente. Os resultados divulgados ontem não liberam os lagos para o banho (que continua proibido), mas reforçam que a balneabilidade das águas varia conforme as chuvas na região.
Os pontos que indicaram balneabilidade são os mesmos da semana passada: imediações da Barragem da Avenida Harry Prochet, o Teatro do Lago e a Ponte da Avenida Higienópolis. Na Ponte do Lago Igapó III, nas proximidades da Avenida Castelo Branco, as condições de balneabilidade são ruins.
Para Ney Paulo, os resultados semelhantes das duas coletas podem ser uma coincidência. ''Além disso, não tivemos chuvas prolongadas nos últimos dias, e provavelmente não tenha ocorrido despejos de esgotos clandestinos nestes locais. Talvez a divulgação pela imprensa da poluição no lago também esteja contribuindo para uma maior conscientização das pessoas'', comentou.
Os resultados foram divulgados um dia depois de ser econtrada á mais uma vez uma quantidade razoável de peixes mortos no Lago Igapó I. Na manhã de anteontem, técnicos do IAP também visitaram o local para a coleta de água. Os exames vão apontar a quantidade de oxigênio e a qualidade da água na represa. Os resultados devem ser divulgados em 10 dias.
Peixes mortos - A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ainda não descobriram o que provocou a mortandade dos peixes. No Córrego do Leme, até ratos e um cachorro morto podiam ser observados na superfície da água. ''Depois de dias de chuva, a situação é pior, pois a água entra nas galerias pluviais e leva tudo o que estiver dentro delas para o lago'', explicou o diretor de operações da companhia, João Verçosa. Ontem pela manhã, a empresa responsável pela limpeza do lago já trabalhava no espelho d'água para a retirada dos animais mortos e do lixo.
A hipótese de que algum tipo de veneno ou ácido tenha chegado ao lago pelas galerias também está sendo considerada por Verçosa e pelo secretário municipal do Ambiente, Cleidival Fruzeri. O autor de um suposto crime ambiental, neste caso, está sujeito a multas das duas entidades. O IAP, que tem igual poder de autuação, também pode abrir processo por crime ambiental.
''É triste ver que além dos peixes mortos, há muita sujeira no lago. Constantemente há embalagens plásticas, latas de cerveja e garrafas de refrigerante boiando na água. As pessoas que frequentam o lugar alegam que não há cestos de lixo, mas a prefeitura já colocou diversas vezes e eles são quebrados. O melhor então é que as pessoas juntem o lixo e procurem um local adequado para jogar'', recomenda Ney Paulo. (Colaborou Silvana Leão)


