'Balcão' de reclamações
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Poda e erradicação de árvores, roçagem de terrenos baldios, lixo jogado em fundo de vale, ambulantes na calçada, ônibus atrasados ou que não param nos pontos. Os motivos são os mais variados possíveis. A gama de cidadãos prejudicados também é extensa. O endereço de destino das queixas, no entanto, é sempre o mesmo. Todos os dias, as mais diferentes reclamações são encaminhadas ao prédio da administração municipal, na Praça dos Três Poderes.
Mesmo assim, a Prefeitura de Londrina ainda não conta com um serviço para centralizar e sistematizar as queixas e solicitações encaminhadas pelos cidadãos. Cada secretaria é responsável por atender os pedidos de sua área de atribuição. E são poucos os órgãos que mantêm um controle sobre o número e natureza dos pedidos.
A reportagem da Folha de Londrina fez contato com os mais diversos setores da administração municipal e verificou que não há uma política padronizada para fazer a ponte entre o poder público e a comunidade. Alguns setores contam com serviços por telefone ou internet, inclusive com política de retorno das demandas para o cidadão.
Um exemplo é a diretoria de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Responsável pela fiscalização do transporte coletivo, o setor é um dos mais procurados dentro da companhia. E as queixas e sugestões podem chegar através dos mais variados canais, como internet, telefone ou pessoalmente na sede da instituição ou no Terminal Urbano.
As mais comuns são de supressão de viagens e de ônibus que não param nos pontos. Todas as comunicações são remetidas por ofício às empresas prestadoras do serviço e resultam num retorno para o cidadão.
De acordo com a CMTU, a queixa é encaminhada para a empresa no máximo em 48 horas e as solicitações voltam para o usuário entre 30 e 60 dias. Para o coordenador de transportes da companhia, Wilson Santos de Jesus, o número de contatos é ''alto'' porque o passageiro londrinense é ''exigente.''
''Há queixas sobre troca do motorista ou cobrador de determinada linha, mas nisso não podemos intervir. Também recebemos queixa de atrasos de apenas quatro minutos numa viagem'', revela.
Segundo ele, a qualidade do serviço prestado deve melhorar quando for colocado em prática um plano para melhorar o acesso dos passageiros à informações sobre o itinerário e os horários de cada linha. Uma forma será a colocação de cartazes com os dados em cada ponto dos terminais. ''O próprio passageiro será mais fiscalizador do que o próprio fiscal'', acrescenta Jesus.
Segundo a coordenadoria de protocolo, as queixas e sugestões que chegam na CMTU são encaminhadas para uma das três diretorias: trânsito, transportes e operações. Além das infrações de trânsito, outras situtações que geram comunicações com frequência são para retiradas de animais mortos das vias públicas, capina e roçagem de terrenos e erradicação ou poda de árvores. Só então cada pedido é direcionado para o canal competente.


