Curitiba - Pelo menos três pessoas foram mortas, nos últimos 45 dias, vítimas de bala perdida, na Grande Curitiba. O caso mais recente, que chocou a Capital, foi o da costureira Vanira da Costa, de 60 anos, morta na madrugada do último sábado com um tiro na cabeça, enquanto trabalhava em sua residência, no Tarumã. Familiares da costureira dizem que teria havido um tiroteio entre policiais militares e criminosos naquela madrugada. A Polícia Militar nega nega que tenha havido confronto com marginais na região.
O delegado titular da Homicídios, Stélio Machado, disse que, entre hoje e amanhã, deve conhecer o resultado do exame balístico, apesar do laudo demorar mais alguns dias. Ontem, ele tomou depoimento de mais de 30 pessoas da região. Segundo ele, as informações ainda são confusas, já que alguns alegam ter ouvido disparos durante suposta perseguição policial a bandidos e outros não confirmam a versão.
No domingo retrasado, foi a vez de Daniele Rabello Campos, de quatro anos, ser vítima de uma bala perdida. A menina foi atingida na cabeça por um disparo dentro da casa de seus avós, na Rua Catulo da Paixão Cearense, no bairro Cajuru. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital, dois dias depois. A polícia continua à procura de David de Oliveira Pompeo conhecido por ''Farol'' , 22 anos, que seria o autor do tiro que matou Daniele. Na última quinta-feira, segundo Machado, a Justiça expediu mandado de prisão contra o suspeito. Pompeo já responde a crimes de roubo e é foragido do 11º Distrito Policial. A Homicídios já fez buscas em cerca de 20 locais indicados por meio de denúncias. A expectativa, disse o delegado, é de que o acusado seja preso ou se entregue ainda esta semana.
O garçom Jonis Proença, 21 anos, foi o primeiro caso registrado esses dias. Ele foi baleado durante tiroteio entre policiais militares e um assaltante, na Cidade Industrial de Curitiba, no dia 16 de junho passado. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar os fatos mas ainda não teve o resultado divulgado.

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