Silvana Leão
De Londrina
Depois de 10 dias de muita festa e um movimento que pode ter sido o maior já registrado até hoje em uma exposição agropecuária e industrial em Londrina, o Parque Ney Braga viveu ontem um dia de ressaca. A movimentação voltou a ser grande, mas desta vez eram de funcionários trabalhando numa mega operação desmonte.
Pelas ruas internas do parque, em vez de visitantes, o que mais se via eram caminhões transportando lixo, entulhos, bebidas, maquinários e até móveis que foram utilizados nos estandes da feira, que terminou anteontem. Na parte da tarde, a maioria dos pavilhões que abrigaram os animais já estavam totalmente vazios.
Hoje deverão ser divulgados os números oficiais da 40ª Exposição de Londrina, mas na tarde de domingo o presidente da Sociedade Rural, Francisco Galli, afirmou que os indícios são de que a feira quebre o recorde de bilheteria e comercialização de animais.
Os comerciantes que trabalhavam ontem desmontando suas barracas estavam satisfeitos. Com o calor registrado nos 10 dias de evento, a venda de sorvetes triplicou em relação ao ano passado. ‘‘Graças a Deus, pudemos recuperar o que não vendemos na exposição anterior’’, comemorava Paulo Santana, que é tesoureiro de uma grande escola da cidade e, nesta época, tira férias para montar seu quiosque no parque.
No setor de máquinas agrícolas as vendas surpreenderam os revendedores, e nas barracas de alimentação o movimento foi, no mínimo, o que os comerciantes esperavam. ‘‘O público foi muito bom, mas as vendas ficaram dentro de nossas expectativas’’, disse Valter Severino Osório, um dos sócios dos 11 pontos de venda de cocada, doce de leite e paçoquinha da exposição. Segundo ele, o público consumiu em torno de 50 mil doces. ‘‘Quando o clima está mais frio, as pessoas tendem a comer mais doces’’, justificou.

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