Uma funcionária que trabalhava no caixa de um supermercado foi atingida por uma bala perdida quando dois assaltantes tentavam fugir dos disparos feitos por um policial militar na Zona Oeste de Londrina. A troca de tiros aconteceu no início da tarde de ontem. A Polícia Civil investiga de qual arma partiu o disparo que feriu a trabalhadora.
De acordo com o aspirante da PM Hugo César Woll, dois assaltantes armados com pistolas teriam invadido uma loja de produtos agropecuários localizada na Avenida Leste-Oeste, no Jardim do Sol. Lá dentro, eles se depararam com um policial militar a paisana que também estava no estabelecimento. Houve troca de tiros e os ladrões teriam fugido atirando para todos os lados, inclusive em direção ao supermercado, localizado a menos de 50 metros da loja onde aconteceu o assalto. O PM a paisana, segundo testemunhas, também teria disparado várias vezes.
Em meio ao tiroteio, uma das balas atingiu uma funcionária de um supermercado que trabalhava em um dos caixas na entrada do estabelecimento. Daiane de Oliveira Lepera da Silva, 22 anos, foi atingida no lado esquerdo do tórax e a bala ficou alojada. Ela foi socorrida pelo Siate e encaminhada para a Santa Casa. A assessoria do hospital informou que seu estado era regular e que deveria permanecer em observação porque perdeu muito sangue.
Os assaltantes aproveitaram a confusão e conseguiram escapar em uma motocicleta. Antes da fuga, porém, caíram da moto e acabaram deixando para trás uma das armas uma pistola 9 mm que portavam e os produtos roubados.
O caso foi encaminhado para o 3º Distrito Policial, onde o delegado Valdir Fernandes afirmou que o policial militar fazia ''bico'' de segurança particular ''na área''. O delegado disse que já tinha tomado o depoimento do PM e que tanto a arma que ele usava quanto à que foi perdida pelos assaltantes serão encaminhadas para perícia. O objetivo é descobrir de qual das armas partiu o disparo que atingiu a trabalhadora.
No final da tarde, o relações públicas do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguedis, informou que não havia tomado ciência da ocorrência. Ele explicou que todo policial tem porte de arma mas ressaltou que não existe autorização do comando para que qualquer membro da corporação faça trabalho de segurança particular em horários de folga. '' Pode até ter havido algum tipo de infração administrativa mas se ele estava ou não (trabalhando no local) temos que verificar posteriormente'', observou. A loja agropecuária que foi assaltada foi procurada pela reportagem mas ninguém quis se pronunciar.
Preocupado com a funcionária, o dono do supermercado disse que já não contabiliza mais os assaltos que sofre. ''Até o sétimo eu contei e depois desisti. Mas com certeza já foram mais de 10 assaltos nos últimos meses'', lamentou.

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