Bala perdida assusta estudantes
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quinta-feira, 06 de julho de 2006
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Vários alunos do Colégio Estadual São José, no Jardim Leonor (Zona Oeste de Londrina), deixaram o local mais cedo ontem com medo da violência. O motivo foi uma bala perdida que atingiu um trabalhador a poucos metros da escola, por volta das 13h30.
Segundo a Polícia Militar (PM), José Roberto Alves, 27 anos, estava passando de motocicleta pela Rua Eucaliptos quando recebeu um tiro no pé direito. Operário de obras, Alves carregava instrumentos de trabalho e estava acompanhado de um adolescente, que segundo a PM seria seu irmão. ''É um inocente que acabou sendo atingido por uma bala perdida. Ele não viu quem foi, nem de onde veio o tiro'', contou o soldado Reis, que atua em um posto da polícia localizado a poucas quadras do local do crime.
A vítima foi pedir socorro no Colégio São José. Mesmo assustada, a diretora Rosa Maria Tanios autorizou que o rapaz fosse levado para dentro da escola, onde aguardou a chegada da viatura do Siate. O fato provocou curiosidade e medo entre os estudantes. Várias mães de alunos foram pedir para levar os filhos embora, com medo de que a violência ultrapassasse os portões do estabelecimento de ensino.
''As mães que moram perto ouviram os tiros e ficaram assustadas. Algumas ligaram para saber o que estava acontecendo, outras vieram buscar as crianças'', relatou a diretora. De acordo com Rosa, ''graças a Deus'' o colégio nunca foi atingido por balas. ''O que nos preocupa é lá fora. Por isso, a gente sempre abre os portões logo que os primeiros alunos chegam, para evitar que fiquem expostos na rua'', salientou. A escola recebe estudantes de toda a Zona Oeste.
Há exatamente um mês, a violência na região foi objeto de uma reunião entre representantes da comunidade. Na ocasião, moradores citaram que antigas brigas entre gangues rivais continuam provocando a disseminação da violência nos bairros e que os criminosos intimidam cidadãos em portas de escolas e pontos de ônibus, por exemplo. O chefe de Relações Públicas do 5º BPM, tenente Ricardo Eguedis, único autorizado a falar oficialmente pela PM, não pôde atender a reportagem ontem por problemas de saúde.


