A falta de leitos nos hospitais de Maringá não é o único problema que atinge o Hospital Universitário. Desde de dezembro, 23 médicos foram afastados. A maioria pediu demissão ou entrou em licença sem remuneração. O baixo salário é a principal causa do afastamento dos médicos.
O diretor superintendente Esmeraldo Costa Filho tem outra explicação para a demissão dos médicos. ‘‘Além dos baixos salários, os médicos não querem ficar no HU por causa do desgaste que é trabalhar aqui’’, disse. A falta de médicos pode provocar uma crise ainda maior a partir do dia 26, quando o HU ficará sem pediatras.
Costa Filho afirmou que já enviou ofício ao reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ao secretário estadual de Saúde e à Promotoria Pública, informando a falta de médico pediatra a partir da próxima semana.
‘‘Até agora não recebi nenhum comunicado sobre como vai ficar esta questão’’, disse. A maioria dos médicos pediatras pediu licença não remunerada e outra parte já pediu demissão. Há ainda médicas com licença maternidade.

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