Marcelo AlmeidaPazNa volta do litoral pela BR-277, poucos carros durante todo o dia de ontem: sem sinal de engarrafamentoO baixo movimento de veículos nas rodovias do Paraná durante o feriado de Tiradentes não serviu para testar as medidas do governo do Estado e das concessionárias que constróem o Anel de Integração para evitar os congestionamentos semelhantes aos ocorridos na Páscoa. O fluxo de carros, em média a metade do registrado num feriadão normal - segundo o cabo Marcos Bueno da Silva, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) - acabou transferindo para o feriado do Dia do Trabalho, em 1º de maio, o teste nas praças de pedágio.
Dácio Fabbri, diretor financeiro da concessionária Rodonorte, defendeu os consórcios. Sem dar importância ao ‘teste’ deste feriado, Fabbri disse que, quando as obras estiverem prontas, o trânsito deve fluir normalmente nas praças de pedágio. Ele considera natural que haja um pequeno acúmulo de veículos nos postos de pedágio, por causa da redução de velocidade e do tempo gasto na cobrança da tarifa.
Apesar do argumento de Fabbri, a prova de fogo fica mesmo para maio. Uma idéia do pouco movimento registrado ontem era o trânsito na BR-277, no trecho entre Curitiba e Ponta Grossa, onde ocorreram congestionamentos de até oito horas na Páscoa. Conforme o cabo Bueno da Silva, o volume de carros no começo da tarde, naquele trecho, não passava de 400 veículos por hora, quando em dias normais, a média fica entre 600 e 700 carros por hora.
Segundo o chefe de equipe do Centro de Operações da PRE, Célio Amalio, o fluxo de veículos era semelhante em todas as outras rodovias estaduais. Ele disse que não havia sido registrado, até às 15 horas, nenhum problema nas estradas. Essa também era a situação nas rodovias federais, afirmou o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Laércio Lisboa dos Santos.
A expectativa dos policiais, apesar do baixo movimento no começo da tarde, era de aumento do fluxo no final do dia e começo da noite, mas mesmo assim sem chegar aos índices normais de um feriadão prolongado. A explicação de Lisboa dos Santos para o baixo tráfego nas rodovias era o fato de muita gente ter trabalhado na segunda-feira.
O pouco movimento só não diminuiu o número de mortes nas estradas, apesar de ter havido menos acidentes do que em anos anteriores. De sexta-feira até ontem à tarde, haviam morrido 16 pessoas em acidentes de trânsito nas rodovias federais e estaduais, conforme informação das polícias.
Nas estradas estaduais, segundo Célio Amalio, tinham ocorrido 147 acidentes, que mataram 12 pessoas e feriram outras 84. Nas rodovias federais, haviam acontecido 75 acidentes, com quatro mortes e 36 feridos.
O Sistema de Atendimento ao Usuário, montado pela concessionária Rodonorte - que oferece guincho, ambulâncias, caminhãopipa e inspeção de tráfego -, registrou 110 ocorrências no trecho entre Curitiba e Ponta Grossa, com 43 remoções por guincho e 18 atendimentos por ambulância.

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