Baixa vazão e atração em Foz
Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Se a estiagem se mantiver no Extremo-Oeste do Estado até segunda-feira, os turistas que visitarem o Parque Nacional do Iguaçu no feriadão poderão observar detalhes do canyon do Rio Iguaçu, que normalmente é encoberto pelas águas das Cataratas.
A Garganta do Diabo, queda central em forma de ferradura e a mais espetacular do conjunto de 275 saltos, vista dos mirantes como um maçico de água, se dividiu em vários saltos menores com a seca.
Outubro de 1998 teve um índice pluviométrico na região 15 vezes maior que o de outubro deste ano 321 milímetros contra 21 milímetros. Ontem, o Rio Iguaçu despejava no canyon 786 metros cúbicos por segundo, quatro vezes menos que a vazão normal nesta época do ano 3.312 metros cúbicos por segundo.
Desde terça-feira, por causa da escassez de água em outros reservatórios da região Centro-Sul do País e ao risco de desabastecimento, a hidrelétrica de Itaipu vem produzindo uma quantidade suplementar de energia elétrica. Para isto, terá que usar mais água do lago, que vai baixar 80 centímetros de seu nível até o dia 18.





