A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Atinge com mais frequência os pulmões mas também pode se localizar nos rins, ossos, pleura, meninges e outros órgãos. Os tipos mais letais são a meningo-tuberculose e a miliar, que atinge os órgãos de forma generalizada.
Ao contrário do que se imagina, a tuberculose não está mais associada a miséria. Hoje a doença atinge todos os níveis sociais estando mais relacionada a situações de baixa imunidade. Em Londrina, ela aparece em todas as regiões da cidade com praticamente o mesmo grau de incidência.
Na maioria dos casos, a doença é 100% curável. Ela só se torna crônica e leva a óbito quando descoberta ou tratada muito tardiamente ou se o doente interromper o tratamento. De acordo com o Centro de Saúde de Londrina, cerca de 20% dos pacientes abandonam o tratamento antes do final voltando a sofrer da doença. O tratamento dura seis meses, mas depois de 15 dias o doente deixa de ser um transmissor.
Arlete Alves Nunes, enfermeira responsável pelo Programa municipal de Tuberculose, explica que quando o paciente interrompe o tratamento a bactéria se torna resistente ao medicamento.‘‘Isto prolonga e torna o tratamento menos eficiente’’, frisa.

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