Con­jun­tos ha­bi­ta­cio­nais de Lon­dri­na cons­truí­dos no fi­nal da dé­ca­da de 1960 e iní­cio dos ­anos 70, co­mo o do Ca­fé (Zo­na Les­te), Vi­tó­ria-Ré­gia (Zo­na Les­te) e das Flo­res (Zo­na Sul), pos­suem ­ruas com di­men­sões in­fe­rio­res a oi­to me­tros, que são o pa­drão da ci­da­de.
  Es­ses bair­ros fo­ram cons­truí­dos du­ran­te a di­ta­du­ra mi­li­tar, com re­cur­sos do ex­tin­to Ban­co Na­cio­nal da Ha­bi­ta­ção (BNH). Os pro­je­tos se­guiam um pa­drão ins­pi­ra­do nas vi­las ope­rá­rias in­gle­sas, com pe­que­nas pra­ças pa­ra in­cen­ti­var o con­ví­vio, ­ruas es­trei­tas pa­ra re­du­zir os cus­tos e pró­xi­mas ao lo­cal de tra­ba­lho.
  No Con­jun­to do Ca­fé, por exem­plo, exis­tem ­ruas de ape­nas 3,20 me­tros de lar­gu­ra, on­de os mo­ra­do­res es­ta­cio­nam nas cal­ça­das pa­ra não in­ter­rom­per o trân­si­to. Em­bo­ra ­mais es­trei­ta, a rua não dei­xa de ser pe­ri­go­sa, uma vez que al­guns mo­to­ris­tas in­sis­tem em tra­fe­gar em al­ta ve­lo­ci­da­de.
  A di­men­são re­du­zi­da de al­gu­mas ­ruas di­fi­cul­ta até a pres­ta­ção de ser­vi­ços bá­si­cos. Os co­le­to­res de li­xo, por exem­plo, mui­tas ve­zes pre­ci­sam dis­por os sa­cos de li­xo em uma rua ­mais lar­ga pa­ra que o ca­mi­nhão pos­sa re­co­lhê-los.
  A vi­da de ­quem lu­ta pa­ra sal­var vi­das tam­bém po­de ser di­fi­cul­ta­da. Se­gun­do os bom­bei­ros, já hou­ve pe­lo me­nos uma ocor­rên­cia em que o aten­di­men­to foi pre­ju­di­ca­do por­que a rua era es­trei­ta de­mais e os car­ros es­ta­vam es­ta­cio­na­dos dos ­dois la­dos.

● Período da história política brasileira, de 1964 a 1985, que restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência os movimentos de oposição
● Referem-se à caminho para pedestres; em Salvador ‘Calçada’ é também nome de um bairro

mockup