Bairros com alto risco terão acompanhamento diário
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quarta-feira, 05 de novembro de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os bairros de Londrina que apresentaram maior índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, durante a epidemia ocorrida no início do ano terão um acompanhamento diário das equipes de agentes de saúde. A afirmação foi feita pelo secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, que esteve ontem, na Câmara de Vereadores, apresentando o Plano Municipal de Combate à Dengue. Ele observou que a prefeitura contará com a parceria do Judiciário para o caso de impedimento do trabalho dos agentes.
Fernandes esclareceu que o objetivo é manter o índice de infestação do mosquito inferior a 1%, como preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e com isso impedir uma nova epidemia. Ele frisou que existe uma preocupação maior com 83 bairros, que contam com população aproximada de 86 mil pessoas. São bairros localizados principalmente na periferia, onde as ações serão reforçadas, com a participação de outras secretarias, como a de Assistência Social, que farão um trabalho direto com as famílias, em sua maioria, de baixa renda.
O secretário de Saúde ressaltou ainda o aumento no número de agentes que estarão atuando em relação ao efetivo do ano passado. Nesse ano serão 266 agentes, contra 186 do último verão. Além desses, existem os 400 agentes comunitários de saúde que também receberam treinamento para combater a dengue. ''Teremos um verdadeiro exército combatendo a dengue'', disse.
Fernandes adiantou que foi fechada uma parceria com imobiliárias para a visita em imóveis fechados. Outra novidade é a descentralização das ações do comitê de combate à dengue. Cada região da cidade deverá contar com seu próprio comitê. Ele afirmou que, apesar das novidades, o trabalho de combate ao mosquito da dengue não foi interrompido durante o inverno, quando houve uma diminuição da contaminação, que em 2003 já atingiu 5.889 pessoas.
O secretário concluiu que não basta o poder público cumprir com suas obrigações, se a população não contribuir. Segundo ele, a maioria das pessoas sabe o que deve fazer para combater o mosquito. ''É preciso mudar o comportamento e colocar o conhecimento em prática'', pontuou.


