Bairro também pede mais polícia
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
O assassinato do micro-empresário Luiz Batista, ocorrido na noite de segunda-feira da semana passada durante um assalto (leia abaixo), revoltou os moradores do bairro Jardim Botânico, em Curitiba, e os motivou a cobrar mais segurança para a região. Estamos cansados de promessas e tótens eleitoreiros, vamos cobrar o nosso direito à segurança, criticou o empresário Artur Augusto Rodrigues Júnior, ex-presidente da associação de moradores do bairro.
A região fica a poucos minutos do centro da cidade e é estritamente residencial. Ontem à noite, depois da celebração da missa de sétimo dia de Batista que também serviu como protesto , haveria uma reunião da entidade para discutir o teor do documento que vai ser entregue ao novo Secretário de Estado da Segurança, José Tavares. O que vai resolver nosso problema é polícia na rua, e o nosso bairro não pode ser encarado como exceção aos problemas de segurança que estão acontecendo na cidade, salientou o atual presidente da associação, Clóvis Pinheiro.
Ele e Rodrigues contaram que os problemas de assaltos a mão armada contra pessoas (principalmente idosos), casas e estabelecimentos comerciais, com prostituição e usuários de drogas aumentaram à partir do começo de 1994, quando foi desativado o posto da Polícia Militar instalado na Praça em frente ao Velódromo do Capanema. Nossa tranquilidade acabou quando o módulo foi desativado, revelou Pinheiro, que mora há mais de 30 anos no bairro.
Rodrigues criticou a forma como a secretaria de segurança vinha atendendo as reinvidicações dos moradores nos últimos anos. Segundo o empresário, a pessoa indicada pelo ex-secretário de segurança Cândido Martins de Oliveira participou de duas reuniões na associação e, depois, desapareceu. Rodrigues mora no Jardim Botânico há 35 anos. Já fizemos abaixo-assinado com mais de 5 mil assinaturas pedindo soluções para a falta de segurança e nunca fomos atendidos.
O empresário contou que no ano passado, ao tentar evitar que dois homens levassem o aparelho de som da casa do cunhado, foi ameaçado de morte. Vi os dois pulando o muro, tentei abordá-los, mas eles vieram para cima de mim e ameaçaram atirar, detalhou. Rodrigues disse que os moradores vão pedir que seja instalado novamento um módulo policial no bairro e que o número de rondas pelas ruas seja maior.





