Não só a desfocada imagem de violência atrapalha a vida dos moradores das 850 famílias do João Turquino, bairro que nasceu no início de 96 com a transferência para o local de famílias de sem-teto invasoras de áreas em outras regiões da cidade. Os maiores problemas atuais são a falta de rede coletora de esgoto, do asfalto e de um posto de saúde.
‘‘Quando estamos sem chuva, como aconteceu recentemente, a poeira causa doenças nas crianças. Quando chove, a lama invade as casas e o barro dificulta a gente andar pelas ruas’’, reclama a diarista Neide dos Santos, mãe de Rafael, 5 anos. ‘‘Quando precisamos de assistência médica, temos que ir ao posto do Conjunto Panissa, que fica longe para ir a pé.’’
Com o passar dos anos, a Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina foi urbanizando o assentamento, abrindo as ruas com apoio da Secretaria de Obras e regularizando a posse dos terrenos para as famílias. Chegaram as redes de água encanada, energia elétrica e telefone. Apesar das ruas serem de terra e pedra, o bairro já conta com linha de ônibus regular e coleta de lixo três vezes por semana.
Faltam ainda no João Turquino uma creche e um módulo da Polícia Militar, que tem constantes rondas de viaturas dia e noite no bairro. ‘‘Resolvemos o problema fundiário e aos poucos vamos levando para lá a infra-estrutura e os benefícios que a população merece. São mais de 4 mil moradores, na grande maioria gente séria, honesta e trabalhadora. Temos que evitar o preconceito e a falsa imagem de criminalidade’’, afirma o presidente da Cohab, Agnaldo da Rosa. (O.C.)

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