A Associação dos Moradores do Alto do Igapó (Amai) está preocupada com o fluxo de veículos que vai passar pelo Parque Guanabara, na zona sul de Londrina, depois que for inaugurada a transposição do Lago Igapó II, prevista para acontecer na quarta ou quinta-feira. A transposição foi planejada para diminuir o tráfego de carros na Avenida Higienópolis e facilitar o acesso à Avenida Madre Leônia Milito.
Os moradores temem que o aumento do fluxo, sem a conclusão de uma via adequada, traga problemas para o bairro, que ainda convive com um trânsito relativamente calmo. Segundo Ewerton Taveira Cangussu, diretor de Sáude Pública da Amai, os carros que seguirem em direção à Avenida Madre Leônia vão se deparar com as ruas estreitas do bairro.
O ponto crítico, de acordo com Ewerton Cangussu, será o cruzamento das ruas Montevidéo e Managua. ‘‘Bem nesse ponto está a Escola Municipal Norman Prochet, que atende cerca de 300 crianças em cada turno. O aumento do fluxo de veículos nessas ruas de mão-dupla e mal sinalizadas pode causar acidentes graves’’, adverte. A rua termina em uma praça onde crianças e idosos se concentram diariamente.
Os integrantes da associação se reuniram na última quarta-feira, dia 26 de julho, com o secretário de Obras do município, José Righi de Oliveira, para reivindicar a instalação de redutores de velocidade, semáforos, sinalização emergencial e fiscalização nas ruas do bairro. ‘‘Conseguimos do secretário o compromisso de vermos essas medidas tomadas até que seja construída a Rua João Wiecliff, que deve solucionar definitivamente o problema’’, conta Ewerton Cangussu.
Ele assegura que a associação não é contra a transposição, que já era anseio antigo no bairro. ‘‘O que tememos é a situação em que a obra é inaugurada, sem que a rua alternativa esteja pronta e colocando a população em risco’’, explica.
Para a associação, a solução ideal seria a construção da Avenida Ayrton Senna, que seguiria direto da nova rotatória até a Avenida Madre Leônia Milito. Diante da impossibilidade de se viabilizar o projeto, os moradores aguardam a assinatura do contrato para a construção da Rua João Wiecliff, que deve acontecer no dia 15 de agosto. A previsão da Secretaria de Obras é de que a rua fique pronta em 120 dias.
O morador do Parque Guanabara Adair Crema, 40 anos, pai de dois filhos, acha que um maior número de veículos vai requerer cuidados redobrados. ‘‘As crianças não vão mais poder brincar ou andar de bicicleta com a mesma tranquilidade’’, observa. Os moradores acreditam que, com a transposição do lago, o trânsito no final de semana ficará difícil devido à procura pelo Shopping Catuaí. Os membros da Associação pretendem visitar os moradores, de casa em casa, para alertar sobre os cuidados que devem tomar, principalmente com as crianças.
Procurado pela reportagem da Folha, o secretário de Obras José Righi informou que o tráfego só vai ser liberado assim que for colocado um semáforo no local, o que deve começar ainda hoje. Righi disse que após a entrega da obra os veículos que trafegarem, principalmente pela rua Managua, vão ser contados, para que seja estudado um plano viário com o máximo de segurança à população.

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