Áureo Nogueira
O aumento dos casos de arrombamento de casas comerciais e residenciais, de assalto à mão armada e o assassinato do comerciante Antônio Okamoto, morto na semana passada ao reagir a um assalto a seu estabelecimento, mobilizou moradores do Jardim Bandeirantes (zona oeste de Londrina) na reivindicação de mais segurança para o bairro.
Na noite de anteontem, dezenas de moradores, especialmente comerciantes, reuniram-se com o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Sílvio José Mazalotti de Araújo, e com o delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Acácio de Azevedo, que representou o delegado-chefe. Discutiram a falta de segurança no bairro e adjacências e cobraram providências das autoridades policiais.
‘‘Sabemos que é difícil a solução dos problemas de segurança pública. Mas é necessário que as autoridades tentem resolver o problema. A nossa comunidade está disposta a contribuir, mas exige que o governo do Estado cumpra sua parte, aumentando os investimentos do setor’’, destacou o presidente da Associação dos Moradores dos Jardins Bandeirantes, Industrial e Bairros Circunvizinhos (Sabbi), Ivo de Bassi.
Os moradores fizeram várias propostas, desde o aumento da presença da Polícia Militar no bairro à orientação sobre como se comportar para reduzir os assaltos e arrombamentos. Os participantes da reunião demonstraram disposição de contribuir com as polícias Militar e Civil e cobraram ações que previnam o crime.
O comandante do 5º BPM entende que o desemprego e as dificuldades sócio-econômicas enfrentadas pelo povo em todo o País agravam a questão da insegurança. Ele destacou que para combater a criminalidade e reduzir a violência, o 5º BPM está finalizando o projeto ‘‘Cidade mais Segura’’, que vai implantar a Polícia Comunitária em todos os bairros da cidade.
‘‘A parceria entre Polícia e comunidade é a forma mais prática e rápida de reduzir a insegurança. Os moradores conhecem a realidade do bairro e podem dar uma grande contribuição, tanto para a PM, no trabalho preventivo, quanto à Polícia Civil, nas investigações para esclarecer os crimes e punir os autores’’, enfatizou Mazalotti.
O tenente-coronel explicou que o projeto prevê a instalação de um posto de atendimento policial, com um comandante setorial, que vai estreitar o relacionamento com a comunidade; motos e viaturas no policiamento móvel; e um telefone celular para receber chamadas. ‘‘Reconhecemos nossas deficiências, mas temos certeza de que a Polícia Comunitária vai aumentar a presença da Polícia e reduzir os crimes.’’

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