Na próxima semana os moradores do Conjunto Tito Leal Carneiro, mais conhecido como Saltinho, (zona sul de Londrina) começam a colher assinaturas de toda comunidade que utiliza a rodovia estadual PR-445. Eles querem cobrar do governo estadual um redutor de velocidade para o trecho da rodovia que passa em frente ao conjunto. ‘‘Estamos cansados de ver gente morrer na rodovia. Os motoristas abusam da velocidade’’, afirma a presidente do Grupo de Mulheres do Saltinho, Benedita da Cunha.
A mobilização foi definida ontem depois de uma reunião entre representantes dos moradores do Saltinho, do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina (Ippul) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Durante a reunião o DER se comprometeu a construir uma travessia para pedestres em frente à empresa Café Cereja, com rampas e sinalização do trecho.
O projeto apresentado pelo órgão prevê ainda a construção de calçadas nas marginais, em toda a extensão do bairro. Esta etapa das obras, contou Edson Cunha, presidente do Conselho Municipal da Região Sul (Consul), começou ontem e deverá estar pronta em 15 dias. ‘‘A sinalização e a travessia melhoram a nossa situação, mas não resolvem o problema porque o risco continua. Os motoristas vão continuar passando em alta velocidade’’, argumenta.
Ele explica que o bairro não conta com a maioria dos serviços de primeira necessidade - posto de saúde, escolas e mercado - e os moradores precisam atravessar a rodovia. O Saltinho tem cerca de 3.500 habitantes. Diariamente cerca de 300 crianças do bairro atravessam a PR-445 para ir à escola. Rosângela Jorge de Oliveira, do Grupo de Mulheres do Saltinho, informa que em 99 o número deve dobrar. Lembra que todos que concluírem a 4ª série na escola do bairro são automaticamente transferidos para a escola Albino Feijó, do outro lado da rodovia.
O ideal, diz Rosângela Oliveira, seria a conclusão da marginal - hoje a marginal da rodovia termina na Rua Vitória Francioli, em frente ao conjunto - e a construção de uma passarela para os pedestres. Por enquanto, no entanto, o DER não pretende concluir a marginal e os moradores vão ter de se contentar com uma via alternativa. O Ippul se comprometeu a negociar com os loteadores da região a abertura de uma via paralela à marginal para permitir o acesso dos moradores do conjunto à rotatória da Dez de Dezembro com a PR-445.
Edson da Cunha acrescenta que o DER prometeu fazer uma agulha - ruela que liga a marginal à rodovia - reduzindo o fluxo de veículos pelo trecho da marginal que passa em frente ao conjunto habitacional. ‘‘Não estamos satisfeitos, mas consideramos as propostas do Ippul e do DER um avanço. Agora vamos cobrar a realização destas obras para que não fiquem só na promessa’’, garantiu Edson Cunha.
A comissão de moradores do Saltinho visitou ainda a secretaria de Obras. Reunidos com o diretor técnico do Pavilon, Sadao Utyama, eles solicitaram à secretaria que providencie a construção de meio-fio e alargamento da rua Vitória Francioli. O diretor se comprometeu a fazer um estudo e dar uma resposta aos moradores na próxima quarta-feira.

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