Bairro paga por serviço que ainda não é prestado
Bairro paga por serviço que ainda não é prestado Lucilia Okamura De Londrina Ruas sem pavimentação asfáltica, falta de rede de esgoto, cobrança da taxa de iluminação pública em vias sem luminárias, água insuficiente para atender a todos os moradores. Problemas não faltam às 350 famílias do Jardim União da Vitória 2 (zona sul de Londrina), que reivindicam da prefeitura melhorias na infra-estrutura do local. A gente recebe água através de dois cavaletes comunitários, mas muitas vezes é insuficiente, reclama o comerciante Roberto dos Santos, que improvisou um pequeno bar em sua casa. A falta de iluminação pública também é apontado por ele como um dos problemas mais graves nas ruas é possível encontrar vários postes, mas todos sem luminárias. Mostrando contas de luz, Santos diz que paga pela taxa de iluminação pública de R$ 1,95 a R$ 3,00, dependendo do mês, mas não recebe o benefício. À noite aqui é um breu. Até às 22 horas, ainda dá pra gente se orientar pela luz que sai das casas, mas depois não tem como andar, afirmou. Quem também se queixa do problema é a aposentada Albertina Francisca Cândido. A gente não pode nem sair à noite porque senão entram ladrões na casa e ninguém vê. As ruas sem pavimentação também são uma dor de cabeça para os moradores. Aqui só moram os pequenos (pobres), que estão abandonados pelos grandes lá da prefeitura, diz. Só vão lembrar da gente quando chegar a época da campanha eleitoral. A também aposentada Matilde Regina dos Santos, que mora com três filhos pequenos em um barraco de madeira, reivindica rede de esgoto para o local. O esgoto do meu vizinho passa pelo quintal de casa antes de ir parar na rua. Regina conta que o União 2 (formado por várias ruas íngremes a exemplo dos bairros vizinhos) antes era considerado uma invasão, mas que teria sido regularizado pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld). Eles já mediram os terrenos e a gente deve começar a pagar mensalidades depois que tiver tudo regularizado. O diretor-executivo da Cohab Agnaldo José da Rosa, informou que o local ainda é considerado uma invasão. A área ainda não está regularizada. Sobre o problema da iluminação pública, o diretor informou que existe um acordo entre a Copel e a Cohab a primeira se responsabiliza pela colocação de postes e a segunda pela instalação de luminárias. Quando foi informado que a reclamação dos moradores era justamente essa (falta de luminárias), ele disse que o local já deveria ter recebido a benfeitoria.





