Bairro mostra história dos ferroviários
César AugustoNostalgiaJosé Ribeiro, ferroviário aposentado, mudou para o Jardim São José na época em que a Leste/Oeste tomou o lugar dos trilhos da estrada de ferroEncravado bem no coração do Jardim Castelo está o bairro São José. Composto apenas por seis ruas, a pequena localidade traz um pouco da história de um dos segmentos que ajudaram a construir Londrina. Implantado em meados da década de 70, o bairro foi planejado especialmente para atender os ferroviários.
Estes profissionais, segundo lembra o ferroviário aposentado José Ribeiro, moravam às margens da malha ferroviária. Por volta de 1975 eles tiveram que ser transferidos por causa da construção da avenida Leste-Oeste.
A solução encontrada pela prefeitura, que tinha à frente o prefeito Antonio Belinati, em seu primeiro mandato, foi lotear um terreno e construir outras casas para os ferroviários. Nascia assim o bairro São José. ‘‘A mudança começou em etapas. Primeiro foram construídas apenas umas poucas casas’’, conta José Ribeiro, que na época tinha os três filhos ainda crianças.
Em poucos meses o São José transformou-se na ‘‘Vila dos Ferroviários’’. As antigas casas de madeira às margens da ferrovia foram derrubadas e os ferroviários mudaram-se para casas de alvenaria no São José. ‘‘Foi uma mudança boa para nós que passamos a ter casa própria’’, afirma José Ribeiro.
Hoje, 95% dos moradores do bairro são ferroviários aposentados. Segundo José Ribeiro, que é o vice-presidente da Associação de Moradores do local, o bairro conta com quase 500 habitantes. O último senso do IBGE, feito em 1996, aponta para 600 moradores e 129 domicílios.
‘‘Não tem tudo isso de gente, não’’, contesta José Ribeiro. ‘‘São apenas umas 80 casas e o número de habitantes não chega a 500’’, contabiliza. Morador da rua Xiriana, 121, José Ribeiro conta que o bairro praticamente não enfrenta dificuldades. O problema maior, segundo ele, é a poda de árvores que demora para ser feita.
Outra necessidade do local, segundo José Ribeiro, é uma área de lazer. ‘‘Mas nós nem estamos cobrando isto por que não temos uma área desocupada para este fim’’, afirma. (E.P.)

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