A Vila Nova é referência em filantropia e associações comunitárias. Além do Albergue Noturno, do Serviço de Obras Sociais (SOS) e da Pastoral do Migrante, também está sediada no bairro a Associação Cultural Recreativa Okinawa de Londrina (Acrol), entidade que reúne imigrantes e descendentes da ilha japonesa.
Para a assistente social do SOS, Marilza Cardoso Yoshinaga, a história dos grupos filantrópicos do local está relacionada com a história da cidade. ''A nossa sede, por exemplo, foi uma escola japonesa que recebia filhos de imigrantes agricultores na década de 40 e 50. As jovens mães grávidas tinham os bebês aqui, com a ajuda de parteiras japonesas'', explicou Marilza.
A entidade mantém uma creche com 78 crianças de diversos assentamentos e bairros carentes de Londrina. No local também são alojados adultos e distribuídos, em média, 60 almoços para os necessitados. ''Recebemos pessoas de todos os níveis. Desde indigentes até profissionais carentes que desejam melhorar a formação escolar'', afirmou a assistente social.
Entre as agremiações, a Acrol se destaca pelo atendimento aos imigrantes da Ilha de Okinawa, província japonesa próxima a Taiwan (Trópico de Câncer). ''Temos cadastradas 262 famílias de Londrina e cidades da região. Estamos sediados na Vila Nova porque uma família pioneira (Oguido) doou o terreno em 55'', explicou o presidente da Acrol, Humberto Kohatsu.
A associação intermedia a realização de intercâmbios entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade de Nago. O clube mantém salão de festas, galeria de fotos dos pioneiros e um campo de gateball, um dos jogos mais tradicionais entre os frequentadores.

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