Bairro infestado recebe kits para combater dengue
Telma Elorza
De Londrina
Trinta e cinco agentes do Programa Nacional de Erradicação do Aedes aegypti (PEAa) e da Secretaria Municipal de Saúde começaram a distribuir ontem, em Londrina, cerca de 3 mil kits de combate à dengue. O lançamento da campanha foi feito na Vila Fraternidade e Conjunto Pindorama, zona leste, a região com maior índice de infestação do mosquito na cidade.
Segundo a enfermeira Sandra Regina Caldeira Melo, gerente do setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, a escolha da região para o lançamento da campanha foi devido ao alto índice de infestação, detectado no último levantamento realizado, no início de dezembro. Enquanto o índice no município está em 0,86%, menor que o indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), esta região está apresentando um índice de 5,33% de presença do Aedes aegypti. Neste semestre, mesmo com oito pulverizações de inseticida organo-fosforado, aqui foram confirmados dois casos de dengue, explicou.
A enfermeira disse que a distribuição dos kits formados por caixinha com cerca de 800 gramas de areia e folder explicativo sobre a doença e formas de prevenção foi feita porque 40% dos focos detectados são encontrados em vasos com água. As pessoas estão mais conscientes que não podem deixar pneus, latas e vasilhas nos quintais, acumulando água. Mas ainda não perceberam a importância de substituir a água por areia nos vasos, afirmou. De acordo com ela, a Fraternidade e o Pindora têm um grande número de vasos. No último levantamento, das 780 residências da região foram visitadas 624 casas e encontrados mais de 3 mil vasos, explicou.
Os agentes do PEAa foram orientados a demonstrar aos moradores que somente trocar a água dos vasos não adianta, já que as larvas do mosquito se prendem nas raízes. Nós estamos orientado a substituir a água por areia umedecida. Assim, além de conservar as plantas por mais tempo, não tem como as larvas sobreviverem, explica o agente de saúde Alex Moraes de Melo, 20 anos.
A casa da aposentada Cecília Maria da Silva, 94 anos, foi uma das visitadas ontem. Embora com um jardim cheio de vasos, nenhum deles continha plantas aquáticas ou vasos com água. Deus me livre de ter este tipo de planta aqui. Eu sei o perigo da dengue e não quero me arriscar, afirmou.
Já na residência da dona de casa Armelinda Gavasso, 65 anos, os agentes a orientaram a sempre manter os pratos dos vasos com areia. A dona de casa afirma que sabia que não poderia deixar os vasos com água. Só estão assim porque choveu, justificou.
A campanha deve ser estendida a outros bairros da cidade, onde o índice de infestação do mosquito esteja alto por causa de vasos.





