Bairro faz vassoura para ajudar vizinhos carentes
Israel Reinstein
De Curitiba
Os moradores do conjunto Renato Bonilauri, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC) estão lançando no mercado uma nova linha de vassouras. Feitas de garrafas de refrigerantes tipo PET de 2 litros, as vassouras serão distribuídas para supermercados locais. A produção desse material faz parte do Projeto Viva, desenvolvido pela prefeitura, que atende famílias carentes da região.
O programa de vassouras recicladas começou em agosto do ano passado. Desde essa data, os moradores estão sendo treinados pela prefeitura para confeccionar o objeto. Somente em janeiro, iniciaram a produzir. Agora quero ganhar dinheiro com estas vassouras, disse a dona de casa Maria Marta Perlozzi. O custo de produção é de R$ 2,00 e deve ser vendido pelas lojas a R$ 2,50.
Segundo o assessor de projetos da Secretaria Municipal de Ação Social e Trabalho de Pinhais, Mauro Benevides, a idéia do projeto é que as famílias aumentem suas rendas com a venda das vassouras. O projeto, explicou Benevides, nasceu da necessidade do município de recuperar o Rio Palmital. Depois de transferir para Renato Bonilauri 625 famílias, que viviam às margens do Palmital, a prefeitura criou dois programas para gerar emprego para os novos moradores. Um deles é o das vassouras de garrafas e o outro é o de produção de cestas de vimes.
Para confeccionar as vassouras, os moradores estão usando garrafas retiradas dos rios, coleta seletiva de lixo, doações de moradores de outros bairros ou compradas de carrinheiros. Com a volta das aulas, será feita uma campanha para que as crianças recolham garrafas para a fábrica de vassouras, disse Benevides.
Ao todo já foram recolhidas mais de dez mil garrafas das ruas. Cada vassoura é feita com 16 garrafas, explicou a dona de casa, Mara Marta Perlozzi. Nesse processo, os carrinheiros também beneficiados, porque a cada nove garrafas vendidas (que correspondem a um quilo) ele ganha R$ 0,05. Já as famílias que produzem o material ganham uma cesta básica e, futuramente, vão receber parte da venda das vassouras, commo acontecem com as crianças e adolescentes que produzem cestas de vimes.
Para os jovens, a prefeitura tem uma oficina de vime (Meninos do Vime). São de jovens em situação de risco, que agora tem outra oportunidade, afirmou a assistente social Maria Valdete Campos.





