Os moradores do Parque Ouro Branco (zona sul de Londrina) devem se reunir nos próximos dias para discutir os riscos decorrentes das três antenas de telefonia instaladas no bairro. Na tarde de anteontem, o estudante Jonatas Héber Morais, 16 anos, morreu após ser atingido por um raio no quintal de casa.
O presidente da associação dos moradores, Roberto Fu, comentou que a morte do adolescente ''reacendeu as chamas'' sobre o assunto. Os moradores sempre foram contrários à instalação das antenas. A última foi colocada há mais de três anos.
Os moradores querem ser informados sobre os possíveis riscos oferecidos pelas antenas. Eles devem discutir o assunto com especialistas das universidades londrinenses.
Na edição de ontem, as empresas de telefonia Sercomtel e Vivo garantiram que as torres são equipadas com pára-raios que funcionam como uma proteção para as áreas vizinhas. As empresas explicaram que as descargas elétricas que caem sobre as antenas são descarregadas no solo.
Jonatas foi atingido por um raio no quintal da casa onde morava, que fica a cerca de 100 metros de uma antena. No momento da descarga, ele estava no muro e segurava a ponta de uma barra de ferro que estava exposta. O jovem era bastante conhecido no bairro e o sepultamento, ocorrido na tarde de ontem, no Cemitério Padre Anchieta (zona leste), foi acompanhado por centenas de pessoas.
Como Jonatas foi vítima de morte acidental violenta, a família registrou queixa na 10 Subdivisão Policial para que o Instituto Médico Legal (IML) pudesse realizar o exame de necrópsia. ''Esse trâmite é necessário para embasar um possível questionamento posterior'', explicou o delegado do 4º Distrito Policial, Roberto Hummig.

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