Um grupo de moradores do Conjunto Habitacional Semíramis de Barros Braga, na zona norte de Londrina, comemorou ontem a liminar do juiz da 2ª Vara Cível, Luis Sergio Swiech, determinando a paralisação das obras da Associação Evangélica Nova Vida em uma parte da Praça Tancredo Neves. A polêmica começou depois que o Município doou 1.094 metros quadrados da praça para a entidade, ligada à Igreja Assembléia de Deus, que pretendia construir um centro de triagem para drogados.
Durante a comemoração houve foguetório e discussão entre moradores e o pastor Alcides Adalgiso Filho, do Rio de Janeiro, favorável à continuidade da obra na praça e que ontem à tarde recebeu a notificação judicial. ‘‘Temos 20 dias para recorrer, prefiro a recuperação dos drogados do que ver os bêbados pelas ruas. Se a lei mandar continuar a obra, a gente continua, mas vamos respeitar a decisão do juiz’’, comentou o pastor.
Mais de 50 pessoas participaram da manifestação ontem à tarde e defenderam a retomada do espaço da praça, cercado pelos muros da Associação Vida Nova. ‘‘O que nós queremos é que a praça seja devolvida como sempre foi ’’, comentou Eros Zulai Ramos, representante da Federação das Associações de Moradores e Entidades Organizadas da Região Norte. ‘‘Não vamos mexer no muro, eles fizeram e eles retiram’’, emendou a dona de casa Maria Estela Dorigon.
Janete Melo Teixeira se mostrou preocupada com a segurança das pessoas caso seja implantado um centro de recuperação de drogados no bairro. Ela costuma levar os filhos para brincar na praça e acredita que o local poderá ficar perigoso com o projeto. ‘‘Uma pessoa que está se recuperando fica violenta e pode querer roubar uma casa para comprar droga’’, disse.

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