Bairro adota apito como alarme contra marginais
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segunda-feira, 28 de outubro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel Um projeto inusitado foi lançado ontem no conjunto Lar Cidadão Julieta Bueno, do Projeto Minha Casa. Denominado Apito Solidário, o projeto envolve as 500 famílias do conjunto, que estão recebendo um apito para chamar atenção de vizinhos no caso de ataque de assaltantes ou arrombadores. A idéia partiu de alguns moradores e foi levada ao prefeito Edgar Bueno (PDT), que autorizou sua execução em caráter experimental.
Edgar Bueno diz que a experiência ``é válida, assim como é válido tudo o que se faça pensando na segurança e bem-estar da população``. Ele salienta que o projeto ``é de fácil aplicação, não implica em onerar gastos, e para seu sucesso requisita apenas a compreensão das famílias``.
O conjunto do Projeto Minha Casa tem sido alvo de ações individuais ou de pequenos grupos, que investem contra moradias ou pessoas. Edgar frisa que a absoluta maioria das família é de gente séria, trabalhadora e decente, que se tornou vítima de marginais. Segundo ele, a idéia do apito ``é muito simples, e segue a mecânica de um alarme residencial, obviamente de forma simplificada e adaptada às condições das famílias``.
Durante o lançamento, os moradores receberam um folheto explicando como devem proceder. Ao se sentir ameaçado, o morador deve usar o apito e em seguida os vizinhos, em ação conjunta, devem apitar, enquanto a Polícia Militar é acionada.
O tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, comandante do 6º BPM, afirmou que o projeto é válido, mas não soube precisar sua real eficiência. Ele disse que para isso, o projeto precisa ser encarado com seriedade por toda população. A moradora Terezinha Costa entende que a iniciativa poderá diminuir a criminalidade no bairro. Já Sandra Leonel não acredita que os apitos serão suficientes para afastar os marginais.


