Bailes em prédio de associação geram reclamação de moradores
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Um grupo de moradores do Conjunto Habitacional Maria Cecília, zona norte de Londrina, quer que seja realizada uma nova eleição para a Associação de Moradores do bairro. Segundo eles, a atual diretoria não pode continuar porque faltam membros. Além disso o presidente teria alugado o prédio para a realização de bailes todo final de semana, o que seria contra o estatuto das associações.
De acordo com Roberto Braga, presidente da Organização Não-Governamental Associação Brasileira de Amor ao Próximo (ABAP), a atual diretoria à frente da associação há dois anos nunca prestou contas. ''Além disso, alugou o salão de forma ilegal. Isso virou uma instituição particular, os moradores não podem mais utilizá-lo'', acusou.
Segundo Braga, faltam membros na atual diretoria, o que inviabilizaria seu funcionamento. ''Nós queremos uma nova eleição e também a prestação de contas da atual e da diretoria antiga. Temos informações que a associação tem uma dívida imensa''. Para o grupo, o patrimônio do bairro está sendo utilizado para fins particulares.
No setor de Patrimônio da prefeitura, a informação é que a quadra onde está localizado o Centro Comunitário, na esquina da Rua Astolfo Nogueira com Avenida Gines Parra, pertence ao município e está cedida para uso exclusivo de uma escola municipal da região.
José Friciano Alves é o responsável pelos bailes realizados no local. Segundo ele, o prédio estava com a água e a luz cortadas e ele fez um acordo com o presidente para pagar a manutenção desses serviços em troca de fazer bailes todo final de semana. ''Eu cuido do local que estava abandonado'', afirmou. Alves disse que os moradores podem utilizar o local sempre que quiserem. ''Este final de semana teve encontro de evangélicos e eu não cobrei nada. Hoje (ontem) teve curso e eu nem cobrei a energia que gastou'', disse.
A reportagem esteve na casa do presidente da associação mas não conseguiu encontrá-lo, seu número do telefone não pode ser fornecido pela Sercomtel e os vizinhos também não souberam informar sobre seu paradeiro. O vice-presidente da associação, Dercisto Jacinto Prado, disse que não poderia falar sobre o assunto.


