Marchinhas carnavalescas, serpentinas, confetes, fantasias e um público animado dançando de mãos dadas descrevem uma cena típica dos Bailes de Carnaval de antigamente. Mas essa imagem ainda é viva em alguns salões, como na festa infantil realizada anteontem e ontem no Ginásio do Bairro Novo, em Curitiba.
A tarde foi dos baixinhos, que lotaram o lugar mas dividiram o espaço com alguns adultos tão empolgados quanto eles. Segundo estimativa da prefeitura, que organizou o evento pela Fundação Cultural de Curitiba, cerca de 1,5 mil pessoas participaram das festas em cada um dos dias. Animados pela Banda Lefigarroo, a brincadeira ainda contava com adereços e, quem deixou a fantasia em casa, pôde pintar o rosto e virar uma borboleta ou um gato.
Ontem, um concurso de fantasias estimulou os pequenos, entre zero e 9 anos, que usaram a criatividade para transformar velhas ideias em coisas novas. Fadas, odaliscas, super-heróis, princesas e animais ganharam brilho novo. Escolhidos por jurados e pessoas do público, meninos e meninas competiram por brinquedos.
Marcos Zambiase da Luz, 5 anos, experimentou seu primeiro baile de Carnaval vestido de esqueleto. Divertindo-se ao lado da mãe, Daiane Meire Zambiase, ele se deslumbrou com as serpentinas, que nunca tinha visto, jogadas ao chão. Já Beatriz de Oliveira, 3 anos, foi brincar pela segunda vez ao pedir para a mãe, Jussara de Oliveira, levá-la. Vestida de havaiana, veio com a família, mais o irmão e a avó, de São José dos Pinhais, só para dançar o ritmo que diz ser seu favorito.
A produção da família do carnavalesco Eulides Eustáquio foi impecável. As roupas de peixe filho Pedro Daniel e de colombina duas sobrinhas, Aline e Alana, foram feitas em casa. Eulides, que voltou a Capital após ter sido jurado dos desfiles de Paranaguá (Litoral), era quem queria curtir a folia, já que Pedro Daniel, que corria o salão acompanhado das primas, admitiu que não é muito fã da festa de momo.
O evento contou com a participação especial do rei momo, da rainha e das princesas do Carnaval curitibano. Os pequenos cantavam junto músicas infantis da Xuxa e do Balão Mágico. Mas a animação não diminuia quanto as canções eram de épocas que nem mesmo seus pais já eram nascidos. Marchinhas como "Aurora" e "Quem não chora não mama" eram seguidas das não tão infantis "Bota a camisinha", "Maria Sapatão" e "Cachaça não é água". Mas, quem não apareceu na festa, foi o tal do "Créu".

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