A mobilização de escolas, bairros e igrejas para levantar recursos que viabilizem melhorias físicas já não é novidade, mas em Uraí (Norte) a população se mobiliza para realizar um baile que terá a renda revertida à segurança pública. Pintura da delegacia e compra de bafômetros e câmera de segurança estão nos planos dos organizadores do baile, que acontece hoje à noite. Com isso, pretendem divulgar o trabalho do Conselho Municipal de Segurança, implantado há um ano.
Como vários outros do interior do Estado, o município de aproximadamente 12 mil habitantes sofre com a precariedade da segurança. A cadeia pública da cidade foi construída há cerca de 60 anos, com capacidade para 10 a 12 presos, mas abriga média de 50 homens. ''A cadeia é a única dos municípios de Jataizinho, Rancho Alegre e Uraí'', explica o vice-presidente do Conselho de Segurança do município, Walter Oliva Lozano. A estrutura do prédio é tão antiga que o Conselho não acredita na possibilidade de reforma.
Anos atrás, segundo o responsável pelo escritório regional da Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP), Walmir da Silva Matos, o governo do Estado assinou um convênio com o município para a construção da nova cadeia pública. A prefeitura chegou a iniciar os trabalhos de preparação do terreno, mas os recursos foram insuficientes e o projeto voltou à estaca zero, com a devolução do dinheiro. Atualmente, segundo Matos, não há previsão de nova construção. A providência mais recente foi a instalação de duas celas modulares para tentar desafogar a velha cadeia, que em maio de 2009 foi palco da morte de um preso, durante rebelião.

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