Dez por cento da população idosa pode vir a ter depressão, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Paraná, Gilmar Calixto. A solidão e a dependência são fatores que contribuem para o aparecimento da depressão. ‘‘Não podemos dizer que a doença aparece com mais frequência no inverno, mas sabemos que este período segrega mais o idoso e o acesso ao lazer fica menor.’’
Para evitar a depressão, é importante que os idosos se valorizem, façam exercícios físicos e participem de atividades sociais e culturais. ‘‘Deve-se pensar muito na atividade para idosos. Sem os compromissos de quando eram mais jovens (trabalho e cuidado com a casa, por exemplo), os dias ficam muito longos e a vida, sem sentido’’, diz o diretor da Nossa Casa Moradia para Idosos, Marcelo Loyola Netto. ‘‘O contato com outras pessoas também é muito importante.’’
Kraw PenasManoel de Souza, 71 anos (à esq.), não dançava quando era jovem, mas hoje não pára um minuto em dia de baile, que reúne 282 homens e mulheres dos asilos São Vicente e TarumãAjudar e divertir os idosos é o objetivo de um grupo de 50 voluntários que, há oito anos, promove um baile para os internos do Recanto Tarumã e do Asilo São Vicente. As 162 mulheres do São Vicente se encontram com os 107 homens e as 13 mulheres do Recanto Tarumã todos os meses. A festa ocorre sempre no segundo sábado do mês, das 14h às 17h30. Tem música, dança e lanche da tarde para todos os idosos. A programação só é suspensa durante o mês de janeiro.
Lacy Fernandes, de 55 anos, diz que gosta de ir ao baile, mas não gosta de dançar. ‘‘Já tentei, mas não acerto. Então, gosto só de olhar’’, diz. ‘‘Vir ao baile também é bom para conhecer gente de fora.’’ João Maria de Paula Ribas, 77 anos, diz que a música o deixa alegre. Dançar, só se for devagarzinho. Manoel de Souza, 71 anos, não dançava quando era jovem, mas hoje não pára um minuto em dia de baile.

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