Uma peteca, rede, pelo menos duas pessoas e uma raquete para cada uma - o cenário está pronto para começar a jogar badminton, um jogo diferente e divertido. O esporte, ainda pouco conhecido, é oferecido para crianças e adolescentes do Centro Profissionalizante Ágape Smith (Cepas), em Londrina. As aulas acontecem no Centro Esportivo Maria Cecília (Zona Norte), fruto de uma parceria com a Companhia de Habitação (Cohab), e apoio da Fundação de Esportes.
No ano passado, o professor de educação física Adriano Fiori, coordenador do projeto, fez um curso em Cascavel pela Federação Paranaense de Badminton, mas, quando veio à Londrina, não havia onde, nem com quem jogar. Veio, então, a idéia para o projeto, iniciado há um mês. ''A Cohab cedeu o local e arrumei as raquetes, algumas emprestadas'', disse.
O jogo teve origem na Índia, onde era conhecido como Poonã, e foi adaptado pelo ingleses, quando ganhou o atual nome. O objetivo do badminton é, literalmente, não deixar a peteca cair. As partidas acontecem em uma quadra específica, com tamanho e altura da rede pré-determinados, e podem ser jogadas individualmente ou em dupla. A pontuação, segundo o professor, é semelhante a do vôlei. ''Se a peteca caiu no chão é ponto. Com 21 pontos, e uma diferença de dois pontos, ganha-se o set. Ganha a partida quem fizer dois dos três sets'', explicou.
O badminton, esporte olímpico e uma das modalidades que estão sendo disputadas nos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro, também tem uma peculiaridade interessante: não há distinção de idade ou de sexo. ''Podem jogar avô com neto, filho com pai, em duplas mistas, homem e mulher'', explicou Fiori.
Mas, engana-se quem pensa que é um jogo fácil. ''A peteca pode atingir 300 km/h, é um dos esportes de raquete mais rápidos que existe'', ressaltou. Isso, segundo o professor, leva as crianças a desenvolver melhor a atenção e a coordenação motora. ''Tem que ter muita destreza. As crianças e adolescentes que estão no projeto já sabem bater a peteca e empunhar a raquete'', afirmou.
A intenção, segundo Fiori, é implantar o esporte na cidade, estendendo a prática para outras pessoas, e trazer uma etapa do campeonato paranaense. Na segunda etapa do campeonato estadual, que aconteceu em Paranavaí, ele e o sobrinho, Lucas Guilherme Fiori, de 16 anos, ficaram com o segundo lugar dupla masculina da série D2. Para ampliar o projeto, uma das dificuldades é a compra do material, que é caro. Por isso, a diretoria do Cepas pede doações.

Serviço - Para fazer doações para o Cepas ligue (43) 3326-4739.

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