Bactérias vão comer óleo do solo
A Petrobras vai utilizar bactérias que se alimentam de petróleo para limpar o solo de uma área de terra, com extensão aproximada de 30 hectares, afetada pelo vazamento de óleo. Essa extensão, que envolve algumas propriedades particulares, fica entre o ponto de vazamento e o Rio Barigui. Esses microorganismos são cultivados em fazendas dentro de todas as refinarias desde 1982, para serem usados em caso de acidentes.
Eles comem o óleo, transformando-o em água e gás carbônico, materiais não poluentes. Para receber as bactérias, o solo atingido uma área de banhados e com pouca vegetação precisa ser lavrado. O prazo para incorporação é de 48 horas. A recuperação total vai durar de oito meses a um ano.
Nessa área de solo permaneciam concentrados ontem cerca de 2 milhões dos 4 milhões de litros de óleo vazados (dois terços do total). Nos rios Barigui e Iguaçu restavam apenas 6 mil litros, segundo a estatal, retidos principalmente na barreira 5, na localidade de General Lúcio, em Araucária. Em terra, uma operação manual que envolvia boa parte das 2.052 pessoas envolvidas na operação de limpeza conseguia retirar 100 mil litros por hora.
As bactérias serão colocadas a partir de hoje, depois que todo o óleo da superfície for retirado, para comer o que penetrou no solo, a uma profundidade entre 30 centímetros a um metro. Os lençóis freáticos, localizados a pelo menos cinco metros de profundidade, não foram afetados. Se chover hoje, como prevê o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a operação deverá ser comprometida, com o óleo voltando a atingir o Rio Barigui.
Nas margens do trecho de 45 quilômetros do Barigui e do Iguaçu atingido pela mancha de óleo, estão sendo usados 50 barcos da Marinha para lavar a vegetação e retirar resíduos do produto. Essas pequenas manchas voltam ao leito dos rios e são capturadas nas barreiras de contenção. (V.D.)





