Bactéria surgiu nos Estados Unidos
Londrina - Maior preocupação, no momento, das autoridades em saúde pública de Londrina, a bactéria multirrestente Klebsiella spp foi identificada, pela primeira vez, em 2005, em um hospital de Nova York, Estados Unidos. A autora da descoberta no Hospital Universitário (HU) de Londrina e responsável pelo Laboratório de Microbiologia, Marsileni Pelisson, explicou que, do Hemisfério Norte, a bactéria desceu para países da América Latina e chegou ao Brasil no ano passado. Desde então, os microbiologistas do HU passaram investigar a possibilidade de ela chegar à região.
Marsileni lembrou que bactérias estão presentes no organismo humano. Na maioria dos casos, o uso de anti-microbianos dão conta de exterminá-los. Com o tempo, no entanto, certas bactérias desenvolvem resistência aos antibióticos mais usados e abrem caminho para o surgimento de bactérias multirresistentes, como a Klebsiella spp. ''Geneticamente, ela adquiriu enzimas não sensíveis aos microbianos mais potentes que conhecemos'', completou a especialista. ''Ela também fica alojada no intestino, mas o risco maior de causar infecção é em pacientes longamente hospitalizados, que passaram por procedimentos invasivos, que já tomaram muitos microbianos e que estão com organismo debilitado'', comentou.
O HU passou a ''vigiar'' a Klebsiella de perto, desde o ano passado, e, assim que houve a confirmação do primeiro caso, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) foi comunicada para tomar as providências necessárias. O Laboratório de Microbiologia pesquisou o genoma da bactéria e encaminhou amostras para outro laboratório, em São Paulo, que está dando continuidade à investigação.





