A Secretaria Municipal de Saúde divulgou ontem o resultado do exame laboratorial que apontou o agente causador da meningite que vitimou o estudante Sílvio Marino de Aquino Júnior, de 15 anos, que faleceu na tarde de domingo no Hospital Mater Dei, devido a complicações decorrentes da doença. Segundo a diretora de epidemiologia e de saúde ambiental, Josemari de Arruda Campos, o adolescente foi contaminado por bactéria pneumococo.
Devido à rápida evolução da doença, cogitou-se que Aquino teria sido vitimado pelo meningococo, bactéria que provoca formas graves e altamente contagiosas da meningite. Segundo Josemari, o pneumococo é comum em secreções purulentas típicas da gripe e pode provocar doenças como pneumonia. ''Em algumas pessoas, pode acontecer do pneumococo de alguma forma cair na corrente sanguínea e então se alojar nas meninges. É o que acreditamos que possa ter acontecido com esse jovem.''
De acordo com Josemari, uma forma de evitar a contaminação pelo pneumococo é procurar lavar as secreções com solução fisiológica. As contaminações por esta bactéria são raras: a de Aquino foi a primeira registrada este ano em Londrina. No total, em 2004, outras 219 pessoas foram vitimadas pela meniginte na cidade.
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, fungos e protozoários, além das bactérias. Os sintomas são febre alta, forte dor de cabeça, vômito, dificuldade de movimentar o pescoço e, em alguns casos, manchas vermelhas na pele. Segundo Josemari, nos meses frios a tendência é que as pessoas fechem totalmente janelas e portas, o que pode facilitar a ação dos agentes causadores da meningite e de outras doenças. ''Apenas uma fresta em portas ou janelas já garante a renovação do ar.''
A Secretaria Municipal de Educação recomenda que os professores mantenham a sala de aula arejada. No Centro Municipal de Educação Infantil Durvalina de Assis, no Jardim São Pedro (Zona Leste), as salas do berçário, do maternal e do pré sempre têm ao menos frestas abertas nas janelas mesmo em dias frios. As cortinas são enroladas, para que entre mais ar e luminosidade.
A professora Liliane Baggio explica que nenhum aluno chegou a desenvolver meningite, e alguns foram vitimados por pneumonia e doenças respiratórias comuns, como a gripe. Ela acredita que, mesmo nestes casos, as crianças foram contaminadas fora da escola. ''Este é um bairro humilde, em que muitas casas não têm condições sanitárias ideais.''

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