A bactéria que colonizou seis bebês internados na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) do Hospital Universitário (HU) de Londrina em meados de setembro ainda não foi destruída. Foi o que informaram ontem servidores do HU que prestaram esclarecimentos ao promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares. A causa da contaminação seria a superlotação tanto na UCI quanto na UTI, que atendem recém-nascidos mais fragilizados. O promotor reafirmou que poderá ingressar com ação civil pública exigindo que o Estado tome providências.
Coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), a médica Cláudia Carrilho apontou que a bactéria ''serratia'' faz parte do ambiente hospitalar mas é novidade nos setores de UTI/UCI. Conforme reportou a Folha na semana passada, por causa da colonização dos bebês houve a necessidade de restringir o atendimento apenas a gestantes que estivessem até o quinto mês ou que estivessem com doenças ginecológicas. Mas, segundo a médica-chefe da UTI neonatal, Ana Berenice Ribeiro de Carvalho, a recomendação não foi seguida por causa da demanda que o HU recebe de cidades da região. Ontem, haviam cinco bebês internados na UTI (que tem capacidade para 7) e mais 15 na UCI, cuja capacidade é para apenas 10 bebês. A tentativa mais urgente para diminuir os riscos, segundo o promotor, será pedir que o Samu encaminhe gestantes para outros hospitais. ''A situação é extremamente preocupante'', apontou, reforçando que poderá interpelar o Estado judicialmente exigindo a ampliação dos leitos. Na semana passada, o Governo argumentou que mais vagas só seriam possíveis em 2006.

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