É muito grave o estado de sa© úde de Ataíde de Almeida, 21 anos, baleado na noite de domingo, no Jardim Sabará (zona oeste de Londrina). Até o fechamento desta edição, ele estava em coma, respirando com ajuda de aparelhos, na Santa Casa de Londrina. Ataíde levou um único tiro, acima da orelha. A bala atravessou o crânio do rapaz. A moça que estava com ele, Cristiane de Almeida, 18 anos, está presa no 2º Distrito Policial (DP), acusada de tentativa de homicídio.
Cristiane não quis dar entrevista. De acordo com a polícia, ela contou que conheceu Ataíde na tarde de domingo em uma boate na Avenida Leste/Oeste, em Londrina. Eles teriam saído de lá acompanhados de um casal de amigos, que foi deixado numa lanchonete do Jardim Sabará. Cristiane e Ataíde seguiram juntos no Chevette dele para dar uma volta.
A moça disse, ainda de acordo com a polícia, que Ataíde estacionou na Rua Waldomiro Ferreira da Costa, no Jardim Sabará, e os dois ficaram conversando. Ele teria mostrado a ela um revólver, garantindo que a arma estava descarregada. Cristiane disse à polícia que foi fazer uma brincadeira com Ataíde, apontando a arma para ele e disparando. Quando viu que o rapaz havia sido atingido, ela teria entrado em pânico.
Ataíde trabalha há três anos em uma clínica médica. De acordo com colegas de trabalho, ele planejava fazer cursinho para prestar vestibular. A mãe de Ataíde, Dilma de Almeida, tentava entender ontem de manhã o que aconteceu com o filho. Ela disse que Ataíde saiu de casa às 16 horas e que pouco depois das 20 horas a família recebeu a notícia que ele havia sido baleado. A mãe de Ataíde disse que ninguém conhece Cristiane e que o filho não tinha armas. A família mora no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé (13 km a oeste de Londrina).
Cristiane mora com o irmão mais velho no Jardim Ana Rosa, em Cambé. Segundo vizinhos, ela trabalha esporadicamente como babá. Um deles acompanhou o pai e o irmão de Cristiane até a delegacia, na noite de domingo. Eles não quiseram comentar o que havia acontecido.
A polícia está investigando o crime. A arma, um revólver calibre 38, foi entregue para o Instituto de Criminalística de Londrina (ICL). A bala que acertou Ataíde foi encontrada cravada no teto do carro, um Chevette que o rapaz havia comprado há dois anos. O delegado José Arnaldo Peron, que fez o flagrante, diz que Cristiane estava visivelmente embriagada.

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