Azulbrás investe R$ 200 mil em fábrica
Lúcio Flávio Moura
De Londrina
Os bons resultados alcançados na fábrica dentro da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) estão incentivando a Azulbrás a expandir sua capacidade de produção e aumentar seu faturamento.
Além de continuar aperfeiçoando a qualidade dos produtos fabricados em Arapongas, principalmente dos lotes voltados para a exportação, a empresa deve investir este ano mais R$ 200 mil em Guarapuava. Em 60 dias, empregará mais 80 detentos e, para dar suporte à expansão, também construirá uma unidade de acabamento utilizando trabalhadores da cidade.
Pioneira no País, a utilização de mão-de-obra de presidiários agradou tanto à Azulbrás que sua diretoria está disposta a apostar seus recursos em outras experiências do gênero. Nos próximos anos, dois novos presídios industriais em Maringá e em Cascavel deverão entrar em funcionamento no Estado.
O bom desempenho dos presos nas linhas de montagem foi decisivo para que a empresa ampliasse as atividades em Guarapuava. Desde a inauguração, em novembro do ano passado, 70 detentos estão produzindo armações de madeiras de braçais de sofás. Nesta próxima etapa, todos os 150 detentos (embora haja 240 vagas o presídio ainda não está lotado) ficarão responsáveis pela confecção de 90% de cada peça de estofado.
O acabamento das peças ficará a cargo de outra unidade, que também será instalada num barracão em Guarapuava. O justificativa para a instalação desta unidade de apoio é que esta fase da fabricação necessita de mão-de-obra mais especializada e de mais espaço físico (o barracão da penitenciária tem 1,5 mil metros quadrados).
Atualmente, o trabalho dos presos é monitorado por um coordenador. Cada detento recebe 80% do salário mínimo (os outros 20% são revertidos para um fundo penitenciário) e abate três dias da pena a cada um trabalhado.
A fabricante de móveis ainda comemora o bom desempenho de 1999. Além do novo horizonte aberto pela parceria da empresa com o governo do Estado, a unidade de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), que emprega 310 trabalhadores e funciona desde 1991, garantiu um crescimento de 16% no número de estofados produzidos.





