Avôs são presos acusados de estupro
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Sid Sauer 
A polícia de Ubiratã (96 km a sudoeste de Campo Mourão) prendeu anteontem à noite três homens acusados de manter relações sexuais com a menor E.S.V., de 11 anos. Os três são parentes da menina - J.V. é avô paterno, A.S.V. é avô materno e o terceiro é tio dela. A polícia procura agora um segundo tio da menor e outros dois homens que também são acusados de estupro contra E.S.V.. Esses últimos três estão trabalhando numa cidade vizinha.
Ainda podem existir outras pessoas que vinham mantendo relações com a menor, diz a delegada de Ubiratã, Tany Amarante Razzera. Até ontem à tarde, ela tinha ouvido o depoimento apenas da mãe da menor. Ela é separada do marido e disse desconhecer o fato da filha estar sendo estuprada. Foi a própria menor, no entanto, quem contou à polícia que vinha sendo violentada e quem deu os nomes de todos os acusados.
A polícia não divulga os nomes dos acusados - mesmo dos três que já estão presos - para preservar a integridade da menor. Os envolvidos são parentes dela e a revelação e seus nomes levará à identificação da menina, explica Tany. Segundo ela, a menor, que só agora está aprendendo a ler e a escrever, não soube precisar há quanto tempo vem sendo estuprada. Exames médicos, no entanto, já mostraram que existem lesões antigas na menina.
O caso chegou ao conhecimento da polícia depois que E.S.V. disse à professora dela que achava que estava grávida, porque sentia alguma coisa mexendo em sua barriga. A professora estranhou o comentário e, ao conversar com a aluna, descobriu que ela já havia mantido relações sexuais por diversas vezes e com vários homens. Foi a professora quem denunciou o caso para o Conselho Tutelar. Exames mostraram que E.S.V. não está grávida.
No depoimento que deu à polícia, a menor contou que era estuprada na própria casa e que sua mãe estava quase sempre embriagada. E.S.V. mora num barraco na Vila Esperança, um bairro pobre de Ubiratã. Os dois avós dela, os tios e os outros dois homens que já a violentaram moravam em barracos vizinhos. Nunca tinha visto nada parecido com esse caso, admitiu a delegada. Segundo ela, novas prisões no caso podem ser feitas ainda hoje.


