A esperança morreu para Lourdes Bonfogo de Oliveira e Irene de Oliveira Lopes, respectivamente as avós materna e paterna de Luana. ''Achar viva não acha, não. É impossível'', disse Lourdes, olhar perdido que não se entusiasma mais com as brincadeiras de Daiane, 5 anos, e Maiara, 3, as irmãs de Luana que, desde seu desaparecimento, estão ''presas'' em casa, uma antiga construção de madeira na Fazenda Santa Luzia, em Florestópolis. Irene também espera pelo pior. ''Não tenho mais esperança. Pelo o que ele fez com o garoto, é capaz de tudo''.
O pai de Luana foi tomado pela apatia. ''Sempre achei que viver na fazenda livrava a gente destas coisas. Nunca imaginei que isto fosse acontecer com meus meninos'', desabafa Sérgio de Oliveira Lopes, 29 anos. Ele é caseiro da fazenda e ganha R$ 250,00 por mês. Seu desespero é tão grande que acredita que o sumiço da filha possa estar relacionado com uma vingança contra o patrão, o prefeito Aristides de Caires (PSDB). ''O Diego disse que o vagabundo perguntou quem era o patrão do pai dele antes de fechar o caminhão''. A polícia descarta a hipótese. A Folha tentou contactar com o prefeito, mas ele não foi localizado.

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