Ponta Grossa
A morte do garoto Ricardo Santos Filho, 6 anos, que foi degolado a golpes de faca pela sua avó, Sofia Ferencovis Grissai, 73 anos, chocou e causou indignação entre a população de Ponta Grossa. O crime aconteceu às 5h30 de ontem, na casa de número 1.430 da Avenida Visconde de Taunay, no bairro da Ronda, periferia do município.
Sofia também tentou matar sua filha, Marisa Grissai, de 37 anos, que passou por uma cirurgia e encontra-se internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Santa Casa de Ponta Grossa. Enquanto dormia, Marisa Grissai foi atingida na cabeça por um golpe de machado. Marisa é separada e morava com seus dois filhos na casa de sua mãe.
Segundo o delegado Paulo Everaldo Rodrigues, delegado titular do 2º distrito, que atendeu a ocorrência, a tragédia só não foi maior porque a empregada Edilaine Almeida Araújo, 17 anos, que também morava na casa, acordou quando Sofia Grissau iria esfaquear seu segunbdo neto, Miguel Santos, irmão gêmeo de Ricardo.
Conforme depoimento prestado por Edilaine Araújo, ela fugiu com Miguel nos braços quando viu Ricardo degolado e sua mãe desmaiada e coberta de sangue na cama onde dormia. Desesperada, Edilaine saiu na rua gritando, pedindo por socorro aos vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.
O delegado não soube informar se Sofia Grissai sofre de algum distúrbio mental, mas consegiu apurar que ela já passou pelo Hospital Psiquiátrico de Ponta Grossa. De acordo com o delegado Paulo Everaldo, existem informações, ainda a serem confirmadas, de que Sofia já teria tentado matar integrantes de sua família outras vezes.
Sofia Grissai foi autuada em flagrante, recolhida à 13ª Subdivisão Policial e posteriormente à Cadeia Pública de Ponta Grossa. Ela irá responder por homicído doloso e qualificado pela morte de Ricardo Santos e por tentativa de homicídio pelos ferimentos causados em sua filha Marisa Grissai.
Em seu depoimento Sofia Grissai não esclareceu os motivos que a levaram a cometer o crime, se reservando ao direito constitucional de se manter calada. Sofia deve ficar detida na Cadeia Pública até a realização de um exame que ateste ou não a sua insanidade mental, para então a Justiça decidir se ela aguarda a conclusão do processo em um presídio comum ou se será encaminha para um hospital psiquiátrico.

mockup