Aviões provocam rachaduras em casas vizinhas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de dezembro de 1997
Curitiba 
A falta de segurança do Aeroporto do Bacacheri denunciada pelos moradores do bairro convenceu a Infraero a proibir também os vôos operados por instrumentos. A partir deste mês, a pista de pouso e decolagem somente poderá ser usada se o dia estiver claro, sem chuva ou neblina. Ontem pela manhã, o avião dirigido por um aluno da escola de pilotos tentava pousar na pista do aeroporto quando uma das rodas atingiu uma valeta. O avião acabou perdendo o equilíbrio e interrompeu por alguns minutos a atividade na pista.
Várias casas próximas à pista de pouso estão com paredes rachadas e algumas já foram até mesmo abandonadas. Em uma das residências, que foi reformada há menos de um ano, várias paredes já apresentam rachaduras. A cada dia as rachaduras aumentam ainda mais, diz o estudante Leonardo Prates (foto), que mora a menos de 50 metros da pista. Desde que o aeroporto passou a servir também às empresas comerciais, os imóveis da redondeza começaram a ficar desvalorizados, diz a moradora Nanci Lascoski. Em frente a sua casa, uma residência está fechada há mais de um ano sem que ninguém queira alugá-la.
Até o ano que vem, o superintendente da Infraero estima que o movimento do aeroporto diminua cerca de 50%, caindo para cem o número de passageiros em circulação no aeroporto. Atualmente, o Bacacheri é utilizado por três empresas comerciais e cinco de táxi-aéreo, que fazem em média 17 vôos diários.


