A falta de segurança do Aeroporto do Bacacheri denunciada pelos moradores do bairro convenceu a Infraero a proibir também os vôos operados por instrumentos. A partir deste mês, a pista de pouso e decolagem somente poderá ser usada se o dia estiver claro, sem chuva ou neblina. Ontem pela manhã, o avião dirigido por um aluno da escola de pilotos tentava pousar na pista do aeroporto quando uma das rodas atingiu uma valeta. O avião acabou perdendo o equilíbrio e interrompeu por alguns minutos a atividade na pista.
Várias casas próximas à pista de pouso estão com paredes rachadas e algumas já foram até mesmo abandonadas. Em uma das residências, que foi reformada há menos de um ano, várias paredes já apresentam rachaduras. ‘‘A cada dia as rachaduras aumentam ainda mais’’, diz o estudante Leonardo Prates (foto), que mora a menos de 50 metros da pista. ‘‘Desde que o aeroporto passou a servir também às empresas comerciais, os imóveis da redondeza começaram a ficar desvalorizados’’, diz a moradora Nanci Lascoski. Em frente a sua casa, uma residência está fechada há mais de um ano sem que ninguém queira alugá-la.
Até o ano que vem, o superintendente da Infraero estima que o movimento do aeroporto diminua cerca de 50%, caindo para cem o número de passageiros em circulação no aeroporto. Atualmente, o Bacacheri é utilizado por três empresas comerciais e cinco de táxi-aéreo, que fazem em média 17 vôos diários.

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