Donos de aviões particulares de Maringá conseguiram ontem junto ao 5º Comando Aéreo de Canoas (RS) autorização para continuar utilizando o Aeroporto Gastão Vidigal até o dia 17 de julho, com pousos e decolagens que não necessitem auxílio de aparelhos. O velho terminal deveria ser desativado com a entrada em operação do novo aeroporto, ontem. A nova decisão beneficia também o Aeroclube de Maringá, que poderá manter os vôos de instrução e as atividades aerodesportivas no antigo terminal.
Em Maringá existem cerca de 35 aviões particulares. O diretor do Aeroclube, Jonas Lourenço, diz que muitos proprietários estão viajando e não tinham como desocupar imediatamente os hangares instalados no Gastão Vidigal. ‘‘A desativação de um aeroporto não pode ser feita em 24 horas. Isso não é o que determina a legislação da Aeronáutica’’, afirma. Ele informa que os donos não vão levar seus aviões para o novo aeroporto por causa do preço das tarifas. ‘‘Os proprietários das aeronaves devem construir hangares no Aeroporto de Presidente Castelo Branco, mas a transferência dos vôos não pode ser feita de uma hora para a outra’’ - argumenta. Lourenço faz parte do grupo que construiu o terminal na cidade vizinha, que fica a 26 quilômetros de Maringá. O terminal foi homologado pelo Ministério da Aeronáutica no último dia 11 e tem pista de 1.200 metros de comprimento.
De acordo com o secretário de Transportes de Maringá, Renato Victor Bariani, o antigo aeroporto - na área central de Maringá - não deveria receber mais vôos desde ontem à noite. Com a decisão do Comando Aéreo, divulgada à tarde, Bariani não sabia como ficará a manutenção da estrutura do Gastão Vidigal. ‘‘Os aviões particulares não deveriam mais operar no antigo aeroporto por uma questão de segurança’’, defende.

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