Um grupo de 17 produtores de frango do Oeste paranaense suspendeu a greve de fome que fazia desde o início da semana na entrada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, e já está retornando a Cascavel. Os grevistas fazem parte de um grupo de 46 avicultores que estava no local desde 23 de setembro, protestando contra a falta de definição para o frigorífico de Cascavel do grupo catarinense Chapecó, desativado há mais de um ano. Eles suspenderam o protesto diante de promessas de uma solução para o caso.
A desativação do frigorífico é resultante de crise financeira que envolveu a Chapecó, da qual o BNDES lidera grupo de credores, e em nome deles estabeleceu uma intervenção administrativa na empresa. Os avicultores acusam os credores de postergar indefinidamente uma solução para a recomposição dos débitos, viabilizando a venda do frigorífico de Cascavel (e demais unidades). Um dos interessados é o grupo argentino Macri, que apesar das dificuldades, ainda não desistiu do negócio. A maior resistência partia do Banespa (SP), que na sexta-feira porém aceitou abrir negociações.
As dívidas da Chapecó superam R$ 300 milhões, segundo José Lino Bergamin, presidente da Cooperativa de Produção dos Trabalhadores Rurais do Oeste do Paraná (Cooperoeste), que liderou o protesto, em nome de cerca de 450 avicultores.
Segundo Bergamin, com a disposição do Banespa de negociar, abre-se a possibilidade de venda da Chapecó para o grupo Macri, ou a venda exclusiva do frigorífico de Cascavel para a Cooperoeste, que pode obter recursos para a compra em bancos.

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