Produtores de frangos que há quatro meses ocupavam os escritórios do frigorífico de Cascavel da empresa Chapecó começaram a deixar o local no início da noite de ontem, em cumprimento à ordem de reintegração de posse expedida pela Justiça local. A ocupação ocorreu como forma de protesto pela desativação da indústria, no ano passado, em decorrência de crise financeira que envolve a empresa, com sede em Santa Catarina.
O fim dos abates representou inatividade nos aviários, implantados pelo sistema de integração com a Chapecó, e à custa de financiamentos bancários. Por isso, os produtores acumulam elevadas dívidas. Cerca de 50 homens e mulheres se revezavam no ‘‘acampamento’’ no frigorífico, representando mais de 450 famílias, para as quais a produção de frango havia se tornado principal fonte de renda.
A direção da Chapecó exigiu a desocupação de sua propriedade porque está vendendo o frigorífico e suas demais indústrias - em três Estados - para o grupo Macri, da Argentina. Segundo o major Rubens Lube, subcomandante do 6º Batalhão d Polícia Militar, caso os avicultores não deixassem os escritórios eles seriam despejados. A desocupação deveria estar terminada até a meia-noite de ontem.

mockup