O pouso forçado de um monomotor, no final da manhã de ontem, deixou equipes do Corpo de Bombeiros e do Siate de prontidão junto à pista do Aeroporto de Londrina, na zona leste. Por sorte, toda o cuidado foi desnecessário: mesmo com problemas no trem de pouso traseiro da aeronave, que não desceu, o piloto conseguiu fazer a aterrissagem. O avião chegou a deslizar na pista por cerca de dez metros, mas seu condutor, Antonio Belo Bernardo, e Sérgio Tizo, o único passageiro, saíram ilesos.
Segundo Carlos Alberto Souza e Silva, encarregado de atividade de tráfego aéreo do aeroporto, o monomotor decolou de Londrina às 10h15min, com destino a Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Lá, o comandante percebeu o defeito no segundo trem de pouso do Cessna 177 prefixo PT-KIZ. ''O piloto decidiu voltar por causa das melhores condições de segurança para a aterrissagem forçada, e duas oficinas de reparos estão aqui'', afirmou.
O pouso aconteceu às 11h40min, depois de quatro sobrevôos por Londrina, durante os quais a aeronave também aproximou-se da torre de controle: o controlador de vôo pôde verificar visualmente a persistência do problema. Até o final da manhã, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) ainda não sabia se o problema era de natureza hidráulica ou mecânica. Segundo Souza e Silva, como o monomotor tem asas altas, havia risco muito pequeno de explosão, já que não houve contato do seu tanque de combustível com o solo.

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