Avião derrapa na pista do Afonso Pena
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de dezembro de 1996
Elisa Marilia Sucursal de Curitiba 
O Boeing 373-200, da Vasp, prefixo PPSMC, derrapou ontem, na pista principal do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. O vôo 110, que teve início em Londrina, às 13h50, e escalas previstas em Curitiba e Guarulhos (SP), estava com 27 passageiros e seis tripulantes. O acidente ocorreu às 14h46, quando o piloto tentava pousar na pista durante uma forte chuva. Ninguém se machucou e os passageiros com destino para São Paulo prosseguiram viagem num outro vôo da Vasp.
Há cerca de dois anos este mesmo avião derrapou na mesma pista, e em função dos mesmos motivos - chuva forte . Segundo o capitão Luiz Leão, oficial de segurança de vôo do Cindacta II, o motivo provável da derrapagem foi uma aquaplanagem - excesso de água na pista que provoca o deslizamento da aeronave. Chovia muito e a água formou uma película entre os pneus do trem de pouso e a pista. Nestas ocasiões o comandante perde o controle da aeronave que pára no fim da pista ou na grama, explicou.
A Vasp não informou o nome do comandante nem detalhes do acidente, mas segundo o capitão Leão, o avião tentou pousar uma primeira vez, mas arremeteu diante das dificuldades e problemas encontrados na pista. Na segunda tentativa aterrissou com auxílio de instrumentos, percorreu mais de meia pista e derrapou de lado indo parar no canteiro ao lado da pista.
Em 15 minutos, a equipe de emergência do aeroporto retirou os passageiros e os tripulantes usando uma escada externa. A equipe de emergência chegou até o local em poucos minutos levando os primeiros-socorros. Mas não houve necessidade de atendimento médico para nenhum dos passageiros ou tripulantes. Em 20 minutos já estavam todos no aeroporto.
Chuvas em Londrina Ontem à tarde, a região leste de Londrina passou por um susto. A tempestade que caiu sobre toda a Cidade foi mais forte nos Jardins Castelo e Ideal. O vento forte derrubou árvores, muros e destelhou casas. Os moradores atingidos pelo vendaval falaram em formação de um tornado que teria começado por volta das 16 horas, próximo à avenida 10 de Dezembro.
O muro do Campo Santa Terezinha, na esquina entre as Avenidas 10 de Dezembro e Santa Mônica, não resistiu ao vento e caiu. Árvores do estacionamento do Campo também caíram, mas não chegaram a atingir os poucos carros estacionados no local. Casas de comércio da avenida Santa Mônica também foram danificadas. A casa de Carnes Tucano, por exemplo, foi totalmente destelhada.
O vendedor Evaldo Moreira, 39 anos, estava visitando amigos na Rua Maracaí, no Jardim Castelo, e ficou assustado com o que viu. Foi tudo muito rápido, mas deu para perceber o tornado se formando e se aproximando, disse. O vento derrubou uma árvore que caiu sobre o portão da casa de Aparecida Kruleski, 56 anos, destruindo parte das grades. Foi tudo muito rápido, mas assustador. O vento torceu a árvore, afirmou a dona de casa. O barulho foi tanto que a dona de casa Ana Campanholi Moreira, 74 anos, vizinha de Aparecida, disse
que chegou a chorar de medo.
No cemitério Padre Anchieta, Jardim Ideal, o vento quebrou árvores e levantou túmulos. Os moradores da Rua Ametista tiveram de passar o resto da tarde tirando os galhos das árvores da frente de suas casas. E muitas delas também foram destelhadas.
O vento e a chuva resultaram também na queda de energia em vários locais da cidade. E atingiram também a rede telefônica. Muitos moradores da região sul, principalmente no Jardim Universitário, ficaram sem telefone na tarde de ontem.


