Avião da FAB cai: 2 mortos e 14 feridos
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2002
Mônica Kaseker<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Duas pessoas morreram e 14 ficaram feridas ontem num acidente envolvendo um avião C-95 Bandeirante, da Força Aérea Brasileira (FAB), que voava de São Paulo em direção a Florianópolis. O piloto informou que a aeronave estava com problemas técnicos e pediu permissão para aterrissar no Aeroporto Internacional Afonso Penna, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Mas acabou tentando um pouso de emergência em um campo na altura do Contorno Leste, a três quilômetros da cabeceira da pista. O acidente aconteceu às 11h15.
Cláudia Stangarelli Guerra, 28 anos, que morreu no local, era mulher do piloto Glaucio Octaviano Guerra, encaminhado ao Hospital Evangélico. O subcomandante Toni Gonzaga de Brito morreu no Hospital São José dos Pinhais, com fraturas múltiplas. Entre os feridos, seis estavam em estado grave até o fechamento desta edição. Muitas das informações dadas pela Infraero e pela Polícia Militar (PM) eram desencontradas.
Dois moradores da região foram os primeiros a chegar ao local do acidente. O comerciante Clodoaldo Teles, 27 anos, e o maitre Elson Werner de Oliveira, 36, disseram que escutaram um barulho forte e inicialmente pensaram que se tratava de um acidente com caminhões. Ao verificar que se tratava de um avião, ficaram assustados com um alarme que soava. ''Tivemos receio que explodisse, mas mesmo assim fomos até lá'', contou Teles.
Segundo ele, a primeira providência foi tirar o rosto das pessoas da água e lama que havia no local e acalmá-las. ''Eu tirei uma menina de mais ou menos 10 anos de dentro do avião'', relatou Oliveira. Ele disse que ficou impressionado com os ferimentos que viu. ''Tinha um outro menino com fratura exposta e ficamos com medo de mexer nas vítimas e machucá-las ainda mais'', explicou.
A Polícia Rodoviária e o Corpo de Bombeiros chegaram poucos minutos depois do acidente, segundo eles. O tenente da Aeronáutica Silvestre Luiz Almeida Cerqueira, oficial de segurança de vôo, estava de passagem por Curitiba e foi chamado para iniciar as investigações sobre as causas do acidente. ''Não podemos comentar as possíveis causas antecipadamente, mas o relatório deverá sair em 60 dias'', informou. Além de várias viaturas da PM e Corpo de Bombeiros, houve o apoio da Ecovia, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Aeronáutica e Polícia Civil no atendimento.
No Bandeirante, estavam 16 pessoas. Segundo o Cindacta II, o vôo levava militares a serviço e também fazia o correio aéreo nacional. As primeiras informações eram de que havia cinco militares e 11 civis a bordo, entre estes duas crianças. Depois falava-se em apenas uma criança. A maioria dos civis seria de familiares dos militares, com autorização para o vôo. No final da tarde, a Aeronáutica disse que havia nove militares e sete civis, entre elas duas crianças: Lucas Correa, 13 anos, e Raislana Lima, 9 anos, ambos em bom estado.


